Falling Stars tá a um fio de cabelo de ser um #alertafilmão e talvez até o final deste texto eu mude de ideia.
O filme conta uma lenda americana que na última lua de outubro, a lua da colheita, a Harvest Moon do Neil Young, ou o Halloween de nós pobres mortais, bruxas que vivem bem lá acima descem à Terra em busca de almas, comida em forma de gente e também para se reproduzirem.
E elas descem “na forma” de estrelas cadentes, bem escondidinhas, bem sorrateiras pra acharmos que é só uma chuva de meteoros ou um monte de estrelas caindo para fazermos pedidos.
Mas se você tá na rua, no meio do nada, onde se passa esse filme, durante uma dessas “chuvas de luzes”, muito provavelmente você vai para nunca mais vir.
Sabendo de tudo isso, Mike e seus 2 irmãos mais novos, enquanto preparam um encanto para bruxas, resolvem chamar seu amigo Rob pra um rolezinho.
Mais no meio do nada ainda, no meio do deserto.
Esse rolezinho é para desenterrar uma bruxa que Rob matou no ano anterior. E a enterrou, como diz a tradição, que se deve fazer num caso desses.
Ao verem a bruxa morta, os irmãos ficam bem nervosos e sem querer (querendo?), desacralizam o descanso da bruxa e já era.
Falling Stars é daqueles filmes que eu odeio (mentira, amo) onde uma decisão errada arruina com tudo. Quando eles resolvem ir ver a bruxa morta, se um dos irmãos falasse “não, vamos ficar por aqui mesmo e tá sossegado”, o filme nem existiria e eu não teria passado tanto nervoso.
Pra nossa sorte falaram vamos, bora, uhuu e parece que as tais bruxas, que claro são do mal como as bruxas de filmes de horror devem ser, aquelas bruxas não estão pra brincadeira.
Se Falling Stars tivesse um pouco mais de dinheiro, seria um estouro porque a ideia do filme por si só já é mais incrível que muito filmão por aí. Mas o que vemos aqui é como sofre uma produção ótima com falta de verba, com correrias e com a impossibilidade de de repente passar mais tempo em algumas cenas que não ficaram perfeitas como poderiam ficar se as condições fossem outras.
Quanto mais escrevo mais me animo com o filme e principalmente com seus 2 diretores, Richard Karpala e Gabriel Bienczycki, que tiraram leite de pedra e da poeira do deserto para construir um universo que eu nunca tinha visto antes no cinema sobre essas bruxas famintas bem na época do Halloween.
Câmera na mão, carros na terra, cabanas abandonadas, criança envolvida, mãe doida, irmãos inconsequentes, amigo pior ainda, radialista beirando quem ama teoria da conspiração e bruxas famintas.
Quer mais? Quero, mais 1/2🎬 de nota pra esse #alertafilmão.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

