285/2024 KALAK #MOSTRASP #48MOSTRA

Jan é um enfermeiro dinamarquês e pai de família que mora na Groenlândia, onde ele tenta se entrosar o máximo que pode com o povo e a cultura local.

Ele aprende com sua filha que está na escola a falar melhor, adora a comida local, mas prefere mesmo dar escapadas com mulheres locais. E faz questão de contar para sua esposa, para tirar a culpa de seu ombro.

Jan, na verdade, é esse tipo de homem que faz muita coisa errada mas não se culpa por nada. Ou melhor, ele tem uma desculpa para as “cagadas”: ele foi abusado sexualmente por seu pai por muito tempo.

Quando ele conta isso para uma de suas amantes, ela responde na lata: “você acha que isso é desculpa pra tratar mal as pessoas? Eu fui abusada, minha primeira filha é fruto de estupro e não é por isso que eu sou uma escrota”.

Claro que depois disso ele some. E ela fica bem brava.

Jan é tão bunda mole que quando sua filha sofre um acidente, ao invés de acompanhá-la no hospital na Dinamarca, ele manda a esposa e o filho e fica na Groenlândia usando morfina, sua nova diversão.

Kalak é a uma palavra usada na Groenlândia para adjetivar o homem escroto que nasceu na ilha, o cara que só enrola, que não está nem aí com nada.

Jan nasceu longe mas parece que Kalak poderia ser uma palavra universal, porque esses homens são o que mais encontramos por aí, o cara que vive com sorriso amarelo, sempre pensando em como escapar da próxima enrolação e que como aqui no filme, só dá uma risada, expressa um naco de felicidade com um acontecimento trágico.

Personagem odioso incrível em um filme “cruel de cru”.

E apesar dos pesares da desgraça de Jan, aprendi uma bebida incrível, o café forte dinamarquês: em uma xícara você coloca uma moeda; cubra com café até ela desaparecer; depois cubra com vodka até ela aparecer de novo. Divirta-se.

De nada.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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