Primeira curiosidade interessante que descobri nesta biopic do grande astro francês Charles Aznavour: ele foi por muitos anos empregadinho da Edith Piaf. E se não foi bem assim, a culpa ee dos diretores deste filme.
Segunda curiosidade: Tahar Rahim, muso ator francês que aqui vive Aznavour, é muito baixinho, já que o cantor tinha 1,64m.
Isto posto, Monsieur Aznavour é um filme delicinha mas nada demais traçando bem a longa vida do Roberto Carlos francês, o cantor filho de imigrantes armênios, com os braços mais tortos da música pop e com a mais interessante coleção de cadernos de anotações vermelhos.
Nesta era de biopics que estamos vivendo, muito graças ao filme muito ruim sobre o Queen que venceu Oscar e abriu portas para todo tipo de experimentação, pelo menos tendo algumas maravilhosas como o filme do Elton John e o filme do Robbie Williams.
Aqui o filme é daqueles caretinhas, sem delírios, contado cronologicamente, focando mesmo nos escritos de Aznavour, de como ele criava suas músicas, como seu caminho foi mudando à medida que pessoas iam aparecendo em sua vida e dando conselhos, alguns certos outros errados, de como seu grande parceiro Pierre Roche (Bastien Bouillon) veio e foi, de como Charles lidava com suas “mulheres” e com seus filhos e família.
Mas principalmente o filme foca no momento que ele foi, como já disse, cadelinha da Piaf, de como ele queria cantar e abrir seus shows, mas servia mais como motorista e garoto de recados, enquanto ela o enrolava e nnao cumpria suas promessas de lançá-lo como o cantor que ele realmente era.
Essa histeoria de “ciúme” da Piaf, mesmo vendo neste filme, ainda é difícil de engolir, pensando no tamanho da artista e no que Aznavour poderia “ferir” sua carreira, porque nada mais explica a relação que eles tiveram.
Fora isso, Monsieus Aznavour é o filme mediano que não joga lenha na figueira da vida do astro e se bobear está mais preocupado em mascarar probleminhas e condutas de alguém que jea morreu há décadas.
E no final das contas a culpa do filme ser tão morno é da dupla de direção Mehdi Idir e Grand Corps Malade, que eu juro não entendi a junção do primeiro com o segundo senão para não fazer nada de interessante no filme.
Uma pena geral porque Tahar Rahim, como sempre, está increivel, irreconhecível, mesmo debaixo de maquiagem pesada, mas principalmente por causa de uma fisicalidade única, nada menos do que eu sempre espero de um dos grandes atores de sua geração.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬


Um pensamento sobre “062/2025 MONSIEUR AZNAVOUR”