Modì: Três Dias na Asa da Loucura é ruim.
E poderia ter sido maravilhoso se tivesse um diretor que entendesse um pouco de cinema.
Mas quem dirige o filme é ninguém mais, ninguém menos que Johnny Depp, que pelo visto não entende nada de nada.
Uma pena, porque os 3 dias aqui mostrados da vida do artista italiano Amedeo Modigliani são caóticos o suficiente para vireram um thriller, ou um drama pesadão, ou uma comeedia pastelão ou até um filme de horror.
Mas Depp erra tanto que não entrega nada disso.
Modì: Três Dias na Asa da Loucura é quase uma visão novelesca (no pior sentido do termo) da história do italiano que ficcou famoso por suas personagens “pescoçudas” mas que nesses 3 dias vivia praticamente mensigando e roubando e trocando seus quadros por bebida enquanto ele estea doente o suficiente para não saber se ele está cuspindo sangue ou alucinando ou desesperado de fome.
A história de como o filme aconteceu é melhor que o filme em si começando nos anos 1970 quando Al Pacino teve a ideia de fazer esse filme baseado na peça de Dennis McIntyre. O roteiro foi entregue a Coppola em 1979 que não quis fazer. Bertolucci também disse não e Scorsese aceitou, amou o roteiro mas ele e Pacino não conseguiram levantar o dinheiro para a produção por todos 1980’s e 1990’s.
Pacino ofereceu o roteiro para Johnny Depp estrelar Modi, quando eles fizeram Donnie Brasco, mas a agenda de Depp só permitiu que o filme fosse feito agora com Pacino em uma ponta importante no filme, Depp já sem idade para fazer Modigliani quando foi para trás das câmeras e cagou tudo.
Daí a história de um artista bem zuado, como todo bom europeu, vai ficar merecendo um filme bom em algum momento da história.
NOTA: 🎬1/2

