Olha só como é o mundo que estamos vivendo.
53 anos atrás, uma filhote de baleia Orca foi capturada, junta a várias outras de sua família, na costa do mar do norte da América do Norte.
Sk’aliCh’elh-tenaut é o seu nome, já que ela é parte da família de uma tribo indígena da região, assim como toda sua família de baleias, que são consideradas seres mais que especiais.
Ela foi enviada para um aquário de Miami e por lá viveu as últimas 5 décadas.
Como ela era uma bebê (horror 1) ela foi chamada de Lolita (horror 2) e desde que foi levada, as matriarcas do povo Lummi vem tentando resgatar Tokitae, seu apelido Lummi, de seu cativeiro.
Claro que sem sucesso.
Os diretores Sarah Sharkey Pearce e Simon Schneider vem há tempos acompanhando a luta inglória das Lummi para salvar Tokitae, documentando tudo o que podem e não podem.
Nos últimos anos a história deu uma virada radical: o dono de um time de basquete dos EUA resoveu bancar com o resgate de Tokitae, com a supervisão das mulheres Lummi, de biólogos, estudiosos e também do novo dono do aquário de Miami.
Mas nunca as coisas são tão fáceis e a história sempre se complica, quando poderia se resolver.
E o mundo que estamos vivendo é esse que apesar de uma tribo de povos originários lutarem por mais de 5 décadas para salvar uma baleia, dizendo inclusive que ela faz parte de suas famílias, a história parece que vai se resolver só quando um bilionário toma as rédeas da conducnao da tragédia porque sua esposa é uma “ativista ecológica” e quando ficou sabendo da história resolveu gastar milhões de dólares…
Para salvar a baleia?
Para fazer média com as amigas donas de times de basquete?
Cedo demais?
Tarde demais?
Resident Orca deixa mais perguntas do que nos entrega respostas não só sobre a baleia Tokitae mas principalmente sobre os nossos tempos, a nossa sociedade, como as pessoas agem, como elas se comportam “em off”, mas para nossa sorte, também mostra que ainda existem pessoas que podem até ser consideradas santas, elevadas, maravilhosas, de outro mundo.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

