173/2025 ECHO VALLEY

Lá vem o Fabiano, eu mesmo, falar mal da Julianne Moore. Mas sabe por que eu falo mal da diva? Porque ela não coopera.

Neste thriller lésbico, ela faz uma das personagens mais chatas do ano.

Tudo bem que Kate Garrett (a Juli) está sofrendo pela morte da esposa, sofrendo porque não tem forças pra trabalhar e ganhar dinheiro para manter seu rancho, sofrendo porque tem uma filha junkie desgraçada que vende a mãe por uma quantidade de droga nem tão grande.

E a filha da Juli é vivida pela Sidney Sweeney, que não fede nem cheira. Opa, cheira muito, cheira o rancho, cheira a dignidade, cheira a mãe, cheira os cavalos da mãe e por aí vai.

Claire, a filha que mente de novo diznedo que voltou pra casa pra se curar mas tenta roubar a mãe de novo e a mete na maior roubada da vida, faz de Kate a mulher mais foodida dos filmes lançados pela AppleTv+.

Só que.

E tem um só que.

Só que não desista do filme no meio.

Echo Valley é meia boca, Julianne tá insuportável mas o roteiro é bem do esperto, nível plot twist só que não, só que com inteligência nada boba e sem graça para a mãe desesperada tentar até o final salvar sua vida, a da sua filha e o último fio de esperança que lhe sobra enquanto ela é desprezada pelo ex marido, pela filha, pelo “genro”, pelo traficante “dono” da filha e que só encontra colo em suas amigas.

Mas por que o filme é ruim?

Na minha modesta opinião, porque o orçamento do filme deve ter sido bem alto e o diretor e a produção precisaram mostrar onde o dinheiro foi gasto.

Mas a história de Echo Valley não é pra tanto, muito pelo contrário.

Se Echo Valley fosse um indiezinho anos 90, sem super elenco, com orçamento baixo, concentrado na história e não nas locaçnoes, nas aulas de cavalaria, no tamanho do rancho da Julianne, certeza que Echo Valley seria muito melhor.

Lembra do filme Inverno da Alma, que fez a Jennifer Lawrence aparecer? É o filme que me veio à mente, pequenininho e muito incrível, que poderia ter sido referência para este Echo Valley. Mas não. Alieas, se bobear o cachê da Sidney, que aparece uns 20 minutos no filme, deve ter sido maior que o orcamento do filme da Jennifer, que é muito mais relevante que esta obra nada prima da (Chata) da Julianne Moore.

NOTA: 🎬🎬🎬

Leave a Reply