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189/2025 THE DISAPPEARING ART DEALER

Cada vez que eu assisto um documentário sobre fraudes no mundo das artes, e eu tenho visto vários, eu fico mais chocado com a incompetência das pessoas que trabalham nesse ramo de negócios.

Este filme conta a história de Inigo Philbrick, um playboyzinho de NY que foi trabalhar em galerias de Londres e que em muito pouco tempo, aos 23 anos de idade, já tinha centenas de milhões de dólares em sua conta bancária, morava em paraíso oriental, namorava uma influencer famosa com quem teve uma filha, vendia e comprava quadros em transações que chegavam aos bilhões de dólares, tudo fraudado da forma mais tosca possível.

Philbrick é um pilantra que logo deve ter descoberto que o povo do “mundo da arte” é tão idiota e limitado que era só ele mandar emails em nomes de bancos e escriteorios de advogados famosos que o povo acreditaria e que lhe confiaria milhões de dólares para comprar e revender obra de arte super valorizada, daqueles que os compradores deixam em depósitos em aeroportos para não pagar impostos.

Sim, isso é uma realidade. Na maioria dos grandes aeroportos do mundo existem galpões/predinhos cheios de cofres super protegidos onde se é possível guardar quadros, esculturas, jóias, ouro, dinheiro, drogas, o que o dono quiser, e lá não pagar impostos por esses ítens porque eles estariam em trânsito, então nem o país que os guarda nem o país pra onde vão sabem quando e como as obras lá chegarão.

Meio que se o quadro estivesse numa nuvem, num limbo.

Philbrick, usando de seu amplo conhecimento de meses trabalhando no mercado bilionário, forjou emails, assinaturas, até mesmo vídeo chamadas onde um dia chamou um amigo oriental, bem vestido, de terno impecável, para comprovar que ele era um super executivo japonês que validava toda a transição do espertão.

E os idiotas caíam. E caíram em tudo que ele fazia.

E o achavam o máximo, principalmente porque ele sempre estava impecavelmente vestido em seus ternos de 5 mil dólares, ou porque estava sempre em jatinhos indo de lá pra cá, ou porque jantava nos melhores e mais estrelados restaurantes do mundo, sempre bancados por seus cartões de crédito exclusivíssimos.

Isso tudo documentado 24 horas por dia em seu Instagram e no de sua companheira, que também vivia a vida de luxo que um dia, alguém acordou e percebeu que nada daquilo era compatível com um cara de 23 anos de idade que estava no mercado há menos de 3 anos.

Philbrick foi preso em sua casa luxuosa no meio do nada do Pacífico e não reagiu a prisão porque sabia que nem tinha como contestar. Foi preso e depois de 7 anos, acabou de sair de volta para o mundo e minha pergunta é: que vai dar emprego para o truqueiro mór.

E onde está todo o dinheiro que ele roubou, porque o povo quer a grana de volta, os quadros de volta e tudo mais de volta.

Aguardo o próximo filme.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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