Adilkhan Yerzhanov é o meu Cazaqui preferido.
Diretor do estranhão preferido Yellow Cat, Steppenwolf é o novo absurdo vindo das mãos, da mente e das lentes do diretor mais cruel do ano. Tadinho dele.
Na verdade este dramão de ação com os 2 pés na comédia sem vergonha é o filme mais cruel do ano.
Na cidade mais violenta daqueles lados do mundo, uma mulher chega perdidinha em meio a um massacre misturado com tiroteio procurando seue filho perdido.
Eu na hora duvidei que seu filho estaria lá, porque pelo que assistimos, que lá está não dura muito.
Mas ela procura incansavelmente seu filho ao mesmo tempo que tenta se salvar das chuvas de balas de uma gangue/turma/pequeno exército procurando os policiais do lugar para trucidar enquanto os homens com mais cara de mal de todos dizem não trabalharem para a polícia e serem, hoje em dia, tão bandidos quanto eles.
Nada se explica muito, a gente não sabe quem é quem, quem morre ou quem mata e aquele ditado “se você não sabe porque está apanhando eu sei porque estou batendo” parece nem fazer muito sentido aqui também porque poderia ser o contrário ou ter uma nova versão neste filme que de tão violento e cheio de mortes me lembrou muito o meu finlandês preferido Sisu.
Mas em Sisu era um mineiro cheio de ouro contra todos os nazistas possíveis que invadiram a Finalândia ao final da Segunda Guerra. E o mineiro velho fez questão de acabar com os pulhas que o inverno de lá não matou antes.
Mas aqui a mulher se junta a um homem que já foi um policial e hoje é um falastrão engraçadão bem violento e bem certeiro que a ajuda a encontrar o filho.
E fim. Esse é o filme.
Procura, briga, mata, se esconde, mata mais, procura mais, mata mais ainda, vai pra outro lugar e começa tudo de novo.
Steppenwolf é o típico filme que se o Tarantino não tivesse resolvido parar de filmar, com certeza copiaria/chuparia daqui uns poucos anos. Nada é coreografado, nada é bonitinho, sanitizado, aqui o povo fica sujo, continua sujo e só tira o sabgue os olhos pra enxergar melhor e continuar matando.
Para minha sorte e nossa sorte, o diretor Adilkhan Yerzhanov está lançando filme novo, um folk horror chamado Kazakh Scary Tales (Histórias de Medo Cazaquis), que eu vou ver nas próximas semanas no Fantasia Festival que eu começo cobrir nos próximos dias.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬


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