Se este filme fosse baseado em uma história real, seria uma das histórias mais incríveis de todos os tempos.
Em 1990, dias depois da queda do muro de Berlim e alguns poucos dias antes da unificação final das duas Alemanhas, uma família comunista da Alemanha Oriental descobre um esconderijo subterrâneo onde está sendo escondido ou armazenado todo o dinheiro da Alemanha Oriental que vai sair de circulação, já que o Governo não poderia incinerá-lo causando uma crise financeira no novo país.
Deixando o dinheiro num buraco de terra sem proteção nenhuma, as notas entrariam em decomposição natural e tudo bem esse sumiço.
Mas quando a família encontra as pilhas de dinheiro, eles resolvem pegar um pouco de qualquer maneira até que alguém lhes diz que por alguns dias o dinheiro ainda será aceito em lojas mas não mais em bancos para ser depositado.
Eles então, com a ajuda dos vizinhos do complexo que moram, eles começam a comprar tudo o que podem de eletro eletrônicos, roupas, tudo o que conseguem para que com no “novo mundo”, todos eles que viveram igualitariamente no comunismo agora vão tentar criar uma vida tão igualitária no capitalismo.
E o melhor, enganando o próprio capitalismo, com dinheiro comunista, da forma mais utópica possível. Até que…
Sempre tem um até que, claro.
Essa metade do filme que eu contei é bem divertida, com draminhas interessantes em meio ao clima de comédia de sorrisinho muito bem escrita, dirigida e vivida por um elenco incrível encabeçado pela Sandra Huller (a Fernanda Torres alemã) e meu preferido Max Riemelt.
O ritmo do filme vai caindo a partir do momento que a “piada” deles comprarem tudo com dinheiro roubado vai ficando sem graça e o roteiro não se segura com uma possibilidade de virada ou com alguma surpresa tão interessante quanto.
Mas o filme é uma delicinha e sempre é bom ver o capitalismo sofrer de seu próprio mal.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2

