212/2025 FLUSH

Flush (Descarga), do diretor Grégory Morin é a minha nova obsessão, por alguns motivos.

O principal deles é que o francês possivelmente criou um novo sub gênero do horror, o da comédia de horror que te faz vomitar.

Sim, Flush é o filme que você vomita enquanto dá risada. É engraçadão e cruelmente nojento ao mesmo tempo, algo que senti pela primeira vez na vida, graças ao #Fantasia2025.

O filme é um huis-clos clássico, daqueles que se passa em um único cenário: uma cabine reservada de um banheiro de boate. Sabe a cabininha de balada que você (eu não!) entra lá pra fazer xixi, ou o número 2 ou sei lá mais o quê?

Numa dessas entra Luc (Jonathan Lambert, queridinho dos estranhos franceses tipo o Quentin Dupieux) para fazer 2 coisas bem radicais ao mesmo tempo.

Ele liga para a ex esposa, que trabalha no bar da boate, para tentar voltar com ela e levá-la ao aniversário da filha pequena, tudo aos gritos, enquanto ele tem um canudo enroscado em sua narina por usar uma droga ilícita que o deixa mais nervoso do que ele já está só com o papo, ele perde o equilíbrio, seu pé cai na privada onde fica preso.

Desesperado, ele começa gritar pedindo ajuda ao que entra na cabine o moço respeitoso que lhe vendeu a droga nasal que ao mesmo tempo que o ajuda a tirar o pé da privada, o confronta dizendo que ele, Luc, roubou toda a droga que ele, traficante, tinha escondido ali na preopria privada.

Sim, caros consumidores de ilícitos em boates: o traficante, pelo que vemos no filme, geralmente esconda os trecos que você introduz em seu corpo, nas privadas, para não seer pego em uma batida policial.

O que acontece dali pra frente é totalmente insano, inédito, nojento e muito absurdo.

E esses são ótimos adjetivos e elogios.

Com uma cenário bem reduzido, apenas 4 personagens, 5 se contarmos um rato, Flush nos levav pra dentro da cabine, nos faz sentir muito do que Luc sente, e olha que ele passa mal porque em determinado momento, o verdadeiro traficante, dona da boate, chefe do vendedor e da ex esposa de Luc, meio que estraçalha o pobre coitado e faz com que ele fique agora com a cabeça presa na privada, uma situação que ligou meu alerta vermelho de ansiedade e eu só torcia para que ele saísse logo de lá porque eu não aguentaria ver aquilo por muito tempo.

Para minha sorte o diretor Grégory Morin tinha outras intenções, além de só torturar sua audiência e me fez sofrer de verdade, com ânsias, ataques de riso e alguns pulos não de susto mas de surpresa, com um roteiro que provavelmente seja um dos melhores do ano no quesito “duvido você adivinhar o que vai acontecer na próxima cena e depois na próxima e na próxima depois”.

Que filme, meu povo, apaixonei de verdade.

E só consegui dormir depois de tomar um chazinho de erva doce pra acalmar e acabar com a ânsia de vômito.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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