225/2025 EXTERMÍNIO: A EVOLUÇÃO

Eu até hoje, depois de dias e dias pensando, não entendi direito porque eu não amei este Extermínio: Evolução.

Eu amo o Danny Boyle, acho ele o cúmulo do diretor pop, do diretor que conhece cinema, sbe onde colocar a câmera, ousa sempre, em todo filme que faça, é cheio de referências e além de colocá-las a bom uso, cria as próprias referências que serão usadas dali pra frente.

Eu amo o Alex Garland, roteirista incrível, escritor de livros que eu amo e diretor de filmes que eu também amo, o tipo do cara que em outra vida eu gostaria de ser.

E eu amo muito esses filmes de zumbi da dupla, que resolveu a lançar mais um depois de 28 anos do primeiro, ainda estrelado pelo Cillian Murphy, produtor executivo deste novo.

O filme se passa no mesmo Reino Unido de quase 3 décadas atrás que foi primiero tomado por uma epidemia de raiva que transformou as pessoas em zumbis. E para conter a proliferação do vírus e conter uma provável pandemia, o Reino Unido foi fechado, cercado, ninguém entra, ninguém sai.

E aqui vemos como as pessoas sobrevivem lá dentro, como se estivessem de volta aos tempos medievais.

E aqui vai o primeiro “furo” de roteiro: por que eles não tem tecnologia por lá? Será que os zumbis iam usar o youtube para aprenderem a nadar até a França?

Só isso já me deixou desanimado o suficiente para não torcer por ninguém, nem pelo pseudo super herói vivido pelo Aaron Taylor-Johnson, nem por seu filho adolescente que está passando pelo rito de “virar homem” caçando zumbis com o pai na terra gigantesca que eles moram enquanto os “inteligentes” moram em uma vila murada sem nem um campo de futebol dentro.

(Por que isso, por que não o contrário, já que eles tem arcos e flechas, conseguem pensar, conseguem se planejar? Por que não prendem os zumbis e eles vivem soltos pelos campos, com tecnologia?)

E não torcei nem pela mãe do menino, Isla (minha preferida Jodie Comer) que vive com a saúde mental detonada, não sai da cama mas foge com o filho para procurar um médico que vive no meio dos zumbis, o único médico conhecido desse povo (Ralph Fiennes coberta de “remédios” como uma tinta vermelha para afastar os zumbis mas que parece que não funciona direito não).

Quando estava perdendo totalmente a esperança no filme me aparece um zumbi alfa, um monstrão enorme, com um pinto enorme pendurado e quase em close o tempo inteiro, de tão grande que é.

Os zumbis aqui já não usam mais roupas, porque já são os filhos e netos daqueles primeiros de 30 anos atrás que foram pegos de surpresa enquanto vestidos.

Aqui tem inclusive uma zumbi grávida que dá a luz um bebê que a gente não sabe se já vem zumbi.

O roteiro é bem escrito, o filme é super bem dirigido mas a história desse novo mundo, desses novos personagens, não me pegou de jeito como eu achei que fosse pegar.

E olha que nem vou falar do final que não me animmou nada.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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