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227/2025 BARBIE UNCOVERED: A DREAM HOUSE DIVIDED

Se este documentário sobre os criadores da Barbie fosse ser lançado no Brasil eu daria o nome de “A Casa da Barbie Caiu”.

Como eu adoro assistir documentários sobre famílias que se deram muito, mas muito bem e depois entram em um declínio muito mas muito desgraçado.

Mentira, eu sou fofo e acho que todo mundo tem que ser feliz na vida.

Menos os bilionários.

Aqui nós assistimos de um camarote cruel o desenrolar da história do casal (que nunca foi casal de verdade) Ruth Handler e Jack Ryan, ela que “roubou” a ideia da boneca alemã para criar a versão americana que virou o que a gente viu o que virou.

Ele o engenheiro que transformou a boneca duranga em uma das bonecas mais tecnológicas de todas, com cabos e arames internos ao mesmo tempo que invisíveis, que fizeram com que a Barbie fizesse o que quisesse, posasse como a diva que é ao mesmo tempo exerce todas as funções possíveis e imagináveis em suas versões trabalhadoras.

Aqui eu vi pela primeira vez o quanto Ruth foi uma carrasca dentro da Mattel e dentro de casa.

E o quanto Jack foi o come quieto, o cara que perdeu tudo traído pela namorada carrasca e o que sobrou, gastou em orgias, drogas, mulheres e mais drogas.

O legal deste filme é tentar dar voltas impossíveis com adjetivos finos e palavras pomposas para falar de uma família e dupla comercial totalmente desestabilizada.

E quando eu disse antes que espero que todo mundo seja feliz na vida, em Barbie Uncovered a gente vê que o casal foi bem feliz, não necessariamente juntos e não necessariamente pelos mesmos motivos.

A Barbie é a boneca que começou mal a partir de uma ideia roubada de uma boneca já existente, demorou para vender, o que aconteceu depois de muita tentativa de marketing frustrada mas que quando estourou, explodiu.

Virou ícone da mulher submissa besta, bonita e dona de casa, até que também virou ícone anti feminista, o que fez com a Mattel tivesse outra ideia gfenial de marketing e deu uma segunda vida à Barbie, a transformando em ícone feminista, na boneca que poderia ser todo mundo. E foi. E é.

A Mattel é a bilionária que a gente bem conhece graças as ideias de Barbei da Ruth mas principalmente graças à expertise e gennialidade para brinquedos de Jack.

E o que a gente vê aqui é que não importa se você é gênio do marketing, da engenharia, da criação, se você não é “digno” de ter seu nome na diretora da empresa que você criou, problema seu.

E é aí que a casa da Barbie cai de verdade.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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