Site icon Já Viu?

235/2025 A NOITE SEMPRE CHEGA

Basicamente, A Noite Sempre Chega é um filme sobre Lynette, uma mulher prestes a perder a casa onde mora com a mãe e com o irmão mais velho com síndrome de down

Ela combina com a mãe de pedirem um empréstimo para quitar a dívida mas ouve da mãe que ela não quer a casa, não gosta de morar lá e assim comprou um carro novo com o dinheiro que tinha guardado.

Ao que parece Lynette é uma mulher responsável, que cuida do irmão que ama muito, que trabalha vários empregos para cuidar da família enquanto sua mãe parece ser aquela white trash típica, que não faz nada, não quer nada com nada e só fica em casa “se jogando”.

Quando Lynette começa sua périplo para conseguir os 25 mil dólares que precisa para quitar sua dívida, vamos conhecendo sua história que não é bem assim como achamos que fosse.

Lynette trabalha em uma padaria durante o dia, em um bar durante a noite mas também como garota de programa.

Ela marca um encontro com um de seus clientes e pede para ele o dinheiro que precisa, ao que ele reage com uma risada alta dizendo que ele não tá nem aí pra família, para a mãe ou o irmão dela, o que ele quer com ela é se divertir.

Daí pra frente é uma espiral para o inferno do submundo que Lynette tem vivido desde adolescente onde sexo e drogas são as armas de comando e de subsídios de poder.

A gente acompanha nossa anti heroína por uma noite de excessos, surpresas e muita cara de pau dela em resolver situações extremas que só quem tem muita história, muitas horas de rua, teria tal jogo de cintura.

A Noite Sempre Chega passa de um drama de família para um thriller “baixo” em um corte de cena.

Eu quase não assisti esse filme porque li muito mal e apesar de não ter gostado tanto não achei tão porcaria. O problema pra mim é que a personagem Lynette e a maioria dos personagens do filme, estão alguns tons abaixo do thriller tenso que é A Noite Sempre Chega.

Tudo parece muito normal pra quem está desesperada por dinheiro, fazndo o que pode e muito do que nnao pode para não perder a casa e voltar a morar na rua.

O que me irritou é que por mais fria e calculista que Lynette seja no filme, quando ela estoura não tem pra ninguém. Ah, esquevi de dizer que Lynette é vivida pela preferida Vanessa Kirby, que dá showzinho aqui e que poderia dar mais show ainda. Mas as escolhas de tom do diretor Benjamin Caron podaram e muito o trabalho da atriz. Ele deve ter pensado que inovaria por ter uma mulher desesperada mas com tudo sob controle só que os olhos de Lynette não nos mostravam como ela vinha “sofrendo” na noite da desesperada.

Aliás, se ela esteve desesperada a gente só viu em um ou outro momento que passaram rapidinho.

A escalada que o filme pedia, que o roteiro pedia não existe.

Não adianta colocar vários personagens incríveis como a prostituta amiga amante de Senador (Julia Fox) toda noiada e zuada ou o ex de Lynette que a usava para jogos sexuais extremos (Michael Kelly) ou o dono de inferninho cocainômano (Eli Roth) ou mesmo a mãe doida de Lynette (minha preferida da vida Jennifer Jason Leigh).

Não adianta filmar bem, em locações boas se a personagem principal parece que paira por cima do filme, parece estar em outro nível que o resto da história e que o resto dos personagens.

E não necessariamente esse outro nível seja bom. Neste caso, muito pelo contrário.

E não venha desta vez falar que a culpa do filme ser meia boca seja da Netflix que o distribui. A culpa aqui é totalmente do diretor Caron. Decepção.

NOTA: 🎬🎬🎬

Exit mobile version