Desculpme minha ignorância mas eu nunca tinha ouvido falar da série de livros que inspiraram esse thriller de comédia da Netflix.
Inspiraram não, O Clube do Crime das Quintas-Feiras é baseado em uma série de livros de sucesso e pelo que imagino do filme, vai virar uma franquia de razoável sucesso, se mantiverem a dupla de roteiristas não tão boas.
Agora, se contratarem gente que sabe o que está fazendo no roteiro, O Clube do Crime das Quintas-Feiras pode virar um grande sucesso já que seus 4 personagens principais são ótimos e muito interessantes.
Elizabeth, Ron, Ibrahim e Joyce são 4 aposentados que vivem em uma “Casa de repouso” dos sonhos e que se reúnem todas as quintas feiras para tentar resolver casos policiais encerrados sem solução.
Neste filme, que mais parece um piloto de uma série, o que se bobear é o que vem por aí mesmo, enquanto os 4 se debruçam sobre um caso de assassinato, outros acontecem sob os seus narizes: 2 dos sócios/donos da casa de repouso são mortos.
Aos poucos vamos descobrindo a história toda, que os sócios são rivais, que na verdade a casa de repouso, que jea foi palácio inglês lindíssimo, está em uma propriedade valiosíssima de onde pode vir muito mais dinheiro com a venda do que com o que os velhinhos pagam mensalmente.
O mais legal do filme é o elenco principal, que é grande: vai de Helen Mirren e Celia Imrie a Pierce Brosnan e Ben Kigsley, passando por David Tennant, Jonathan Pryce e Richard E. Grant.
O problema do filme é como eu disse, o roteiro: muito enrolado, muito confuso, muito cheio de idas e vindas sem sentido e muito cheio de “pistas que despistam”, daquelas que me deixam com raiva por acahar que as roteiristas acham que seu público é burro.
A direção de arte do filme é das coisas mais lindas possíveis e o que me deixou bem bolado é saber que um diretor ótimo como é Chris Columbus deixou passar oportunidades muito óbvias que vemos nos cenários para ajudarem a contar a história com mais “sutileza” e com um pouco mais de beleza e não ter uma linearidade óbvia e por horas bem sem graça para juntar todas as peças que vão sendo desvendadas pelos (não) detetives aposentados.
As piadas com os bolos da personagem Joyce deveriam ser o ponto principal de um filme que pretende que 4 aposentados sejam mais espertos que a polícia para desvendarem crimes. E se essa turma nada ortodoxa consegue enrolar os policiais com bolos, que se usem mais bolos no filme.
Mas eu me diverti, forma 2 longas horas (pra que 2 horas, meu povo?) que até passaram rápido.
Espero que venham mais episódios por aí, dona Netflix, mas que sejam bem escritos, de preferência.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2


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