Site icon Já Viu?

246/2025 DEAR VIV

Dear Viv é um documentário muito triste e potente sobre The Vivienne, uma das maiores e melhores drag queens que “saíram” de Ru Paul’s Drag Race, o reality de competição onde drag queens disputa, o título de maior drag queen da via láctea.

The Vivienne foi a merecedíssima vencedora da primeira edição inglesa do programa, mostrando o quanto engraçado, polida, esperta, inteligente era a personagem criada pelo galês James Lee Williams, que aos 16 anos saiu de casa e foi morar em Liverpool onde descobriu que seu amor pela estilista e ícone punk Vivenne Westwood era o estopim que precisava para que sua veia criativa explodisse para o mundo.

Dear Viv é um filme feito rapidamente após a morte de The Vivienne, ocorrida em janeiro deste ano, por parada cardíaca em função do uso de cetamina, para surpresa de poucos e notícia trágica anunciada para muitos.

O triste do filme é ver que sua família, seu pai, mãe, irmã e sobrinha toparam aparecer no filme, toparam dar seus depoimentos sobre James e The Vivienne,, filho amado e personagem icônica. E apareceram muito pouca tempo após a tragédia, já que o filme foi lançado com menos de 7 meses pós ocorrido.

O que me quebrou foi um momento onde a mãe de Viv, dizendo o quanto era orgulhosa do filho, começa a soluçar de chorar e sua filha diz, segurando em sua mão e não aparecendo na câmera, o quanto estava orgulhosa dela estar filmando e falando do irmão.

Triste. Forte.

Triste ver a história de uma pessoa que percorreu todo o caminho do underground mais punk, chegou a um lugar bacana na tv inglesa, depois em um programa mundial, todos diziam que ela era a nova personalidade drag inglesa, depois de décadas de lugar vago, desde a célebre Dame Edna, até chegar ao ponto dela estar em O Mágico de Oz, em um papel super relevante no teatro, amada por muitos, reverenciada por seu talento inegável.

Triste presenciar tudo isso e também presenciar o baque que foi sua morte. Não que tenha sido esperada, mas com certeza sua família e amigos e fãs imaginavam que tivesse sido pelo uso pesado de drogas, que ela já havia contado no Drag Race e depois anunciado que estava limpa.

A tristeza maior desse documentário vem com a rapidez de produção, o que nos mostra que é possível fazer cinema ágil e relevante, mesmo que sirva para contar história das mais tristes, daquelas de cortar o coração.

Viva The Vivenne, viva sua história, que ela não seja esquecida.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

Exit mobile version