268/2025 THE CURSE

Vamos falar de horror.

Como disse ontem na resenha do filme The Vile, vencedor de melhor horror do Fantastic Fest 2025, vi mais filmes de outros gêneros que filmes de horror esse ano.

Mas olha, como o filme dos Emirados Árabes The Vile, esta co-produção Taiwan/Japão The Curse é soco na cara.

The Curse (A Maldição) é de um dos meus diretores preferidos dos últimos anos, o japonês Kenichi Ugana do malucaço ótimo I Fell in Love with a Z-Grade Director in Brooklyn, que eu vi no Fantasia Festival esse ano.

Aqui ele conta a história de algumas jovens que vão morrendo aleatoriamente e o ponto de convergência delas é Riko, a recepcionista de um salão de beleza moderninho. Primeiro Riko vê uns posts muito estranhos de sua amiga taiwanesa Shufen e ao pedir notícias a um amigo em comum, descobre que a amiga está morta há meses, mas a família não quis contar o ocorrido porque foi tudo muito estranho.

Airi, que mora com Riko, de repeente começa a agir muito estranho também, muito estranho mesmo, terminando em uma tragédia horrorosa.

E aqui eu faço um parêntese.

The Curse venceu um prêmio muito bom no #FantasticFest, o prêmio de melhor (pior) cena de horror do Festival, uma cena que me deixou bem chocado e desconcertado e eu digo que quando você for assistir esse filme, espere pelo pior (ou melhor).

Voltando à história, Riko conversa com seu amigo de Taiwan pelo telefone que lhe diz que essas pessoas estão morrendo por etarem amaldiçoadas. E que com certeza ela também deve estar. Pra isso Riko, que não acredita em maldição porque não existe isso no Japão, vai até Taiwan para fazer um exorcismo.
Tudo descoberto e causado pelo Instagram, esse maldito. Mas não só ele.

E se a história do filme ia se encaminhando por um terreno pantanoso de horror e mortes bizarras, em Taiwan as coisas melhoram (e pioram) muito.

Pra nossa sorte.

O estilo DIY do diretor Kenichi Ugana, que funcionou muito bem em um filme de baixo orçamento como o que ele fez em NY, aqui funciona melhor ainda. Suas soluções sem dinheiro funcionam bem mas suas soluções com dinheiro são muito boas.

A principal dela foi fazer um filme de horror bem solar, bem claro, sem sombras, sem escuridão. Eu adoro horror escurão, com uma luzinha ali na sombra, para criar clima e tal mas horror na luz, sem sombra, com tudo à vista, é pra poucoss e bons.

The Curse tem das cenas mais desgraçadas do ano, absolutamente inesperadas, daquelas que me deixam de boca aberta, queixo caído por minutos. E parece que Kenichi Ugana sabe do que vai causar em sua audiência e nos dá um tempinho para sofrermos com esses choques.

The Curse não facilita, não relaxa, não abre mão do horror e se você é como eu e gosta desse horror desgraceira, vai também como eu agradecer o diretor japonês. E já pedir pra ele liberar seu filme novo, porque o cara não para.

E só digo mais uma coisa: se você gostou da tia bruxa de A Hora do Mal, se prepara pra “bruxa” deste filme.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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