280/2025 PITFALL

Pitfall é um tipo de filme de horror que eu gosto muito: um grupo de desavisados se perdem em uma floresta, ou nem se perdem, mas lá estão, e começam a ser perseguidos por algum tipo de monstro, geralmente um homem bem desgraçado ou uma mulher fdp como a nossa nova preferida cabeça de boneca de porcelana Dolly.

E geralmente eu gosto desses filmes porque o monstro sempre é mais interessante que os idiotas que vão morrendo um a um, como pulgas encontradas nos pelos de um cachorrinho fofo, no caso a floresta onde o “catador de pulgas” vive.

Este Pitfall tem algumas tarefas inglórias que são resolvidas em um roteiro normalzão.

A primeira delas é o início do filme quando o monstrão desgraçado joga quem parece ser sua mulher e sua filha pequena em um pitfall que ele construiu na floresta.

(Pitfall é aquele buraco profundo aberto por caçadores cheio de estacas de madeira bem afiadas no fundo para impalar um animal desavisado que caia por lá. E por animal leia-se irracional ou de preferência, aqui, racional).

Depois desse prólogo familiar, a gente vê um grupo de playboys bem errados indo fazer uma caminhada de final de semana pela floresta. De cara já fiquei com raiva do grupinho porque mesmo com as mochilas e barracas e sacos de dormir, um dos caras vai pro meio do mato de calça cáqui e camisa jeans aberta e camiseta branca por baixo que não suja nunca, justo o fortão que deveria ser o mais experiente da jornada e acaba sendo a primeira presa do monstro da floresta.

Sim, o grandão “farialimer” cai no pitfall, tem sua perna direita impada em uma das estacas, enquanto o resto do grupo come comida enlatada em volta da fogueira esperando que ele volte, porque “ele deve ter se perdido na escuridão da noite”.

Só por isso eu já fico torcendo para que o monstro apareça logo e acabe com esses trouxas.

Mas não só por isso, na verdade.

Existe uma treta entre o playboy da camisa jeans e sua irmã, por causa da morte de seus pais algum tempo atrás, em uma das sequências mais constrangedoras do filme, onde os 2 filhos mais que adultos estão no carro com os pais indo não se sabe pra onde quando um acidente acontece.

Pitfall é bem filmado. O diretor James Kondelik sabe bem o que fez ali. O que não ajuda é aquele roteiro normalzão que falei antes, que não entrega nem o suspense necessário para um filme desses fazendo com que Kondelik tenha que tirar leite de pedra e das árvores tantas que no filme irritam o nerd chato que vai com eles pro mato e que começaram a me irritar bastante também.

Uma pena.

NOTA: 🎬🎬1/2

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