283/2025 TRON: ARES

Tron: Ares, o novo álbum da minha banda preferida Nine Inch Nails é tão bom que a Disney resolveu gastar uns milhões de dólares e realizou um videoclipe de quase 2 horas para todas as músicas do disco.

Isso é um revolução na indústria da música mas muito bem pensada pela Disney já que o Nine Inch Nails vem fazendo a melhor turnê, dizem os críticos, do ano pelos EUA e em 2026 vai fazer 2 turnês diferentes e consecutivas, já que assinou contrato com 2 produtoras diferentes sob 2 nomes nomes diferentes, o próprio Nine Inch Nails e “a nova banda” Nine Inch Noize, projeto da banda com o dj e produtor alemão Boys Noize.

Inclusive, curiosidade boa, a única vez que o Boys Noize tocou no Brazil foi em 2012 na última edição de uma festa que eu produzia em São Paulo, a “Crew”, no auge da minha carreira como dj e produtor musical, junto com meus 9 companheiros djs da Crew.

Quando resolvemos parar com a festa, que estava no auge, cheia de prêmios e público, chegamos à conclusão que pararíamos no maior estilo possível.

Como trazíamos sempre djs gringos para tocar, pelo menos 1 por mês, nosso sonho sempre foi trazer o Boys Noize, uma das referências de todos os djs da Crew.

E conseguimos na última edição. Janeiro de 2012. Épico. Para nós e para o próprio alemão que pela primeira vez vinha à América do Sul e passou dias inesquecíveis, segundo ele mesmo, conosco em São Paulo.

Quem diria que mais de 10 anos depois ele estaria ao lado do meu artista preferido Trent Reznor, o senhor Nine Inch Nails, fazendo a turnê mais falada do ano e com nome nos créditos de filme da Disney como co-produtor da trilha sonora.

Sim.

Na verdade o álbum Tron: Ares é a trilha sonora do filme homônimo da Disney, em cartaz no Cine Teatro São Pedro em 2 sessões diárias e imperdíveis.

O pitoresco é o fato de a trilha, produzida, criada e executada por Trent e sua turma ter sido lançado sob o nome do Nine Inch Nails e não como ele faz usualmente lançando trilhas de filmes, que já lhe deram o Oscar inclusive, sob o nome da dupla Trent Reznor e Atticus Ross.

Mesmo sendo uma trilha sonora, há canções em Tron: Ares, o que explicaria essa escolha de autoria da trilha. O que eu, como fã aficionado, achei o máximo.

Mais um tiro certeiro de Trent Reznor.

Ah, quase esqueço.

O filme.

Tron: Ares é um filme legal.

Zinho.

Tron, o filme original de 1982 que tinha o subtítulo de “Uma Odisséia Eletrônica”, foi um choque na época: visualmente, musicalmente e filosoficamente, onde um programador gênio (vivido pelo meu preferido Jeff Bridges) se digitalizava e se transportava para dentro de um sistema de computador, o que na época era WOW demais. E o mais doido era que ele precisava viver nesse mundo virtual e sobreviver em um ambiente de simulação infinita. Isso em 1982, quando ninguém sabia nada de nada de virtual, computador, realidade paralela, nada disso.

Em 201o lançaram Tron: O Legado, onde o filho do programador “sumido” resolve entrar na mesma realidade do pai para ajudá-lo a enfrentar programas malignos, já numa época quando todo mundo tem celular e já entende o mínimo do que aquilo possa querer dizer.

Agora chega Tron: Ares, onde a Disney nos mostra a primeira interação “real” da inteligência artificial com os humanos, pelo personagem Ares, um programa virtual e artificial extremamente sofisticado que resolve não aceitar os comandos de seu dono/criador/comandante e vem para o mundo “real” para resolver umas questões filosóficas e práticas bem complicadas.

O problema deste novo filme é a quantidade de personagens importantes na história, já que anteriormente Tron focava em 2, no máximo 3 personagens relevantes.

Aqui é muita gente, muita história e como tudo o que acontece hoje em dia, tudo é muito rápido e não necessariamente aprofundado como poderia (e deveria?) ser.

Tron: Ares é um belo filme de ação, as perseguições de motos que a gente tanto ama ainda existem e estão bem tensas mas o que perdeu foi a oportunidade de se aprofundar na filosofia, na oportunidade de ir para um caminho de Matrix, porque tem uma cena grande e poderosa lá pelo meio do filme que se melhor desenvolvida, que se o foco mudasse a partir dela, levaria Tron: Ares a uns patamares acima da pura diversão. E que não tem problema nenhum em ser só diversão, que fique bem claro.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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