Jovens Mães, o novo filme da minha segunda dupla belga preferida, Jean-Pierre e Luc Dardenne (a primeira é os 2 Many Djs), que estreou no Festival de Cannes (onde venceu o prêmio de melhor roteiro), está em cartaz na Mostra de SP e é o representante da Bélgica no Oscar 2026, não me pegou.
O filme é ótimo, claro, porque tudo o que os mestres fazem é no mínimo ótimo.
Mas a história das 5 mães adolescentes, todas vivendo em um abrigo com seus recém nascidos, pareceu pra mim mais o primeiro episódio de uma série do que um filme em si. E não tem nada de errado em fazer um filme como piloto de uma série.
Os irmãos, na minha modesta opinião, pesaram um pouco a mão no drama desgraçado, no sofrimento profundo das meninnas e o que mais me incomodou, na óbvia burrice das jovens.
E pra ser muito sincero esse é um tema tão delicado pra mim que eu nem gosto de assistir nada a respeito. Acabei vendo Jovens Mães por causa dos Dardenne mesmo e acabei me arrependendo.
Veja bem, eu adoro dramão europeu de jovem fazendo burrada mas quando o foco é em adolescente grávida sofrendo rejeição atrás de rejeição, sendo mal tratada, sendo pisada, dispensada direto, já me pareceu um pouco de exploração demais.
Tanto que tinha momentos do filme que a forma que os Dardenne mostra as histórias, me fez torcer contra as meninas, de tão chatas e desesperadas que elas são, mesmo sabendo que a culpa não é (só) delas.
Mas é o que parece.
NOTA: 🎬🎬🎬

