299/2025 ENZO

Começo com história triste.

Enzo é um filme escrito e que seria dirigido pelo ótimo Laurent Cantet, que foi substituído pelo amigo Robin Campillo após sua morte, antes das filmagens iniciarem.

E a gente entende Enzo ser um filme muito do Cantet, apesar de ter sido dirigido pelo ousado (e meu preferido) Campillo, autor de um dos melhores filmes do século pra mim, 120 Batimentos Por Minuto.

Tanto que o filme foi lançado assim: Enzo, um filme de Laurent Cantet dirigido por Robin Campillo.

Enzo é o adolescente de 16 anos de idade que depois de sair da escola por nnao conseguir seguir o currículo, as aulas, mesmo não sendo rebelde nem nada, trabalha como aprendiz de pedreiro em uma obra perto de ua casa, um bairro de classe média bem boa francês à beira do Mediterrâneo.

Para Enzo, essa dicotomia não faz a menor diferença, inclusive ele se sente melhor no canteiro de obras do que se sentia com os colegas “playboys”. Inclusive o aprendiz também passa por uma escola técnica, o que deixa seus pais super liberais um tanto quanto sem entender como que seu filho, exímio desenhista, tem tudo o que quer e precisa em casa, prefere esfolar as mãos fazendo concreto ao mesmo tempo que lida bem com a maioria de imigrantes que lá são pedreiros.

Logo a gente descobre que Enzo esstá absolutamente encantado por Vlad (o muso ucraniano Maksym Slivinskyi), um imigrante russo que foi convocado para a Guerra mas prefere ficar na França porque não acredita em violência.

E também não acredita que possa ter alguma coisa com o adolescente Enzo, apesar de sua proximidade com o moleque.

Para um filme de Campillo, eu esperava um drama mais focado na paixão, no (possível) sexo, já que temos pelo menos 1 cena dos 2 que é perfeita para evoluir para um outro nível.

MAs como esse era/é um filme de Cantet, a discussão fica mais no âmbito psicológico do adolescente, que está descobrindo a vida fora dos muros de sua casa de vidro com piscina, de seus pais super bacanas e de tudo que ele tem em mãos.

A sensação de liberdade de Enzo fora de casa é muito diferente do que os pais acham que ele precisa ter e claro, é que importa para ele nesse momento pelo qual passa o filme.

Enzo é um filme de “fatia da vida”, daquelas histórias que já começam no meio e terminam sem chegar a uma conclusão final, como é uma fatia da adolescência, onde o moleque acha que sabe de tudo mas que na verdade mais aprende “apanhando” do que acertando.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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