Mais uma vez nesta temporada pré Oscar 2026, o representante da Austrália para uma vaga na categoria de filme internacional.
Dirigido e produzido pela australiana Gabrielle Brady, o filme australiano mais parece um filme da Mongólia.
Inclusive, quando eu falei do indicado da Mongólia a esta mesma vaga no Oscar, o Silent City Driver, eu disse ter gostado do filme apesar de não parecer ser um filme mongol, por ser um filme bem metropolitano, bem universal, cuja histeoria poderia se passar em qualquer lugar do mundo.
Já o australiano The Wolves Always Come at Night só poderia se passar na Mongólia.
O filme é sobre um casal e seus filhos que começam sofrer com as mudanças climáticas e precisam tomar a decisão radical de se mudarem para a cidade grande.
Detalhe essencial: The Wolves Always Come at Night ee um docu-drama, uma mistura de documentário com ficção, onde a direção e os documentados também criam situações em princípio fictícias para que a história seja melhor contada.
Ou pior. Como neste caso.
The Wolves Always Come at Night não é um filme ruim, é muito bom. A forma como a diretora escolheu para mostrar suas vidas, sua mudança, suas tomadas de decisão é bem linda, quase poética.
Mas as cenas “ensaiadas” me deram um frio na barriga por vezes.
Como não se tratam de atores profissionais e como a diretora Gabrielle provavelmente não tenha tanta experiência com direção de atores profissionais, vários momentos do filme parecem saídos de um ensaio e não de cenas previamente planejadas.
MAs Gabrielle tem sua carreira focada nesses docu-dramas, também chamados de documentários híbridos, que não são o meu tipo preferido de documentário pelos motivos acima citados, o que é uma pena porque a história da família que deixa seu país por razões maiores que seu poder de decisão, daria um filme lindíssimo.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2

