317/2025 PAÍS DAS FADAS

Confesso que eu esperava uma coisa de País das Fadas, que era uma coisa boa, e fiquei muito surpreso porque o filme é muito melhor do que estão “vendendo”.

Dizem por aí que o filme é um drama familiar e de amadurecimento bem atípico, sobre uma menina que vive com o pai homossexual e com o passar dos anos vai aprendendo a aceitá-lo como é.

O filme também é isso mas é muito mais.

País das Fadas é o mundo em que vive Alysia, uma garota espertíssima que, depois do falecimento da mãe, vai morar com Steve, seu pai homossexual na São Francisco do final da década de 1970, em meio a tudo de melhor que ela poderia viver nesse mundo totalmente novo para uma criança.

A gente vê a garota crescendo com os amigos mais diferentes possíveis de seu pai, todos divertidos, diferentes, adoráveis, enquanto na escola ela lida com as famílias habituais de suas amigas.

Quanto mais a cabeça de Alysia abre para o que acontece a seu redor, mais ela precisa ser “cautelosa” com o que divide com essa sociedade escolar que ela também frequenta e que é tão importante na formação de qualquer criança.

Steve é um cara bem politizado, um poeta que frequenta espaços de arte, literatura, cinema, música e muita discussão política, sempre tendo a filha ao seu lado, onde ela presencia discussões muito importantes que vão desde o preconceito generalizado ao começo do “câncer gay”, como a Aids era conhecida terrivelmente no início.

O foco e o direcionamento “artístico” de País das Fadas nos leva a lugares e situações quase extremas só que da forma mais segura possível, já que a escolha de contar essas histórias através de Alysia seja a cereja do bolo desse País das Fadas que ela vive e que nos leva pelas mãos se estivermos de coração e mente abertos.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

Leave a Reply