Qual seria o cúmulo do filme de espião?
Fazer um longa de 1h30 de duração que parece ser uma abertura de filme do 007 de 1h30 de duração.
Isso é ruim?
Muito.
O Brilho do Diamante Secreto teve uma pré estreia alguns meses atrás onde se vendia como “O” filme do ano, o filme mais lindo do ano, o filme mais ousado do ano. Só esqueceram de dizeer que era o filme mais chato do ano.
O filme é claramente uma homenagem aos filmes de espiões europeus dos anos 1960, bem especificamente aos filmes do 007 e tudo de bom e não tão de bom que isso acarreta.
É a história de um ex-expião que vive sua “velhice” em um hotel que deveria parecer chiquérrimo da Côte D’Azur, sem ter dinheiro para pagar sua estadia por lá, cobrado diariamente pelo gerente.
Enquanto isso ele espera um carregamento de diamantes, claro, para sair da pindaíba, quitar as dívidas e voltar ao bem bom de champagne e caviar que todo ex-espião (adoro escrever e falar ex-espião, ezespião) acha que merece.
Mas ele vai percebendo que algo está errado quando sua vizinha de quarto barulhenta some (oi?) e ele se lembra de muito pelo que já passou com outros ezespiões e outras ezespiãs em seus dias, onde a gente não é poupado de ver os delírios da dupla de diretores que misturaram muito psicodélico com thriller e como disse, deu um filme de 90 minutos de imagens que devem durar no máximo uma abertura de filme.
Eu pensei assim “olha que legal, o início do filme parece novela cara da Globo onde os 15 primeiros capítulos são gravados em algum país exótico e o resto dos 165 capítulos feitos nos estúdios do Rio para fingir que ainda estão fora e também dentro de alguma cidade brasileira, só que tudo com a mesma cara de luz fria que estraga tudo”.
Mas não, tolo eu.
O filme inteiro é sobre caleidoscópios de imagens, zoom in e zoom out como se tivessem inventado esse ano, closes e mais super closes e outros mega closes que terminam em fusões de imagens esdrúxulas e sequências que mais parecem saídas de episódios do Pica Pau onde vão tirando máscaras e mais máscaras de vilões que vão mostrando rostos infinitos e a gente se perde no meio de tudo.
Me deu até sono.
Na minha opinião as escolhas estéticas do filme foram utilizadas ad infinitum para mascararem o fiapo de roteiro de O Brilho do Diamante Secreto, o amontoado de referências óbvias ao invés de nos entregarem um filme bem pensado, bem realizado (e sim, cheio dos truquinhos estéticos, porque não), mas que não servem para muito a não ser distração.
NOTA: 🎬🎬

