Entrou em cartaz na Netflix o tão esperado Eu, Eddie, o documentário sobre o grande Eddie Murphy, um dos maiores da comédia americana.
O que eu não esperava era assistir um filme tão sem graça.
E o pior: com o acesso que a equipe teve a Murphy, é de se estranhar que o filme não fosse mais íntimo, mais profundo.
Eu sou fã do Eddie Murphy desde quando vi seus filmes nos anos 1980 e fiquei impressionado com o viés absurdo que a comédia de Murphy trazia para um Hollywood branquela.
Enxergava em Murphy um filhote do Richard Pryor, o meu preferido de todos os tempos e que logo soube que era o preferido de Eddie Murphy e, claro, de todo mundo.
Depois dos filmes eu comecei procurar, lá nos 1980’s ainda, gravações de Eddie Murphy no Saturday Night Live, e vi o que o cara fazia de verdade no melhor programa de comédia da tv americana, que eu sou fã até hoje, que inclusive completou 50 anos esse ano.
Este documentário conta bem por cima essa história toda, de como o moleque magrelo de Nova York conseguiu um dos empregos mais desejados do showbiz americano e de como logo ele explodiu em Hollywood sempre se arriscando em filmes estranhos e estúpidos, principalmente as comédias onde ele faz vários personagens.
Um dos pontos altos deste documentário é quando Murphy mostra e conta os porquês destes personagens todos em seus filmes e de como ele tentava mostrar a que veio e de onde gostaria estar com essas comédias e personagens malucos.
Nada mais neste documentário chega a ser surpresa para quem acompanha as idas e vindas da carreira de Eddie Murphy, do magrelo de Nova York ao milionário pai de 10 filhos de Los Angeles.
No início do filme Murphy diz o quanto ele era fã de Elvis Presley, de Muhammad Ali e esse tipo de informação acaba sendo só nota de rodapé em um filme bem raso, bem superficial, cheio de informações que se perdem em uma escolha de roteiro bem ruim onde se dá preferência para Murphy não contando novidades e convidados famosos, principalmente outros comediantes, babando em Murphy, como Dave Chappelle, Chris Rock, Jamie Foxx, Tracee Ellis Ross, Kevin Hart e Jerry Seinfeld.
Pra piorar, Eddie Murphy tem dado entrevistas em talk shows disponíveis no YouTube, onde conta nessas entrevistas as partes mais interessantes que vemos neste documentário, assim sendo, assistir Eu, Eddie só serve para vermos a mansão dele e seu teto retrátil. Só faltou ele anunciar no fim do filme que a casa está à venda.
NOTA: 🎬🎬🎬

