Ontem quando escrevi sobre o filme novo da Julia Roberts eu falei um pouco sobre relevância das histórias contadas nos dias de hoje no cinema.
Mas essa é uma discussão que eu abro para qualquer tipo de arte ou plataforma.
A discussão era sobre a relevância de se fazer mais um thriller de traição e mentiras e perseguições em uma universidade. E minha justificativa era que Julia Roberts, no nível de atuação que ela está, que alcançou em sua carreira, só ela já é motivo suficiente para se fazer qualquer filme, mesmo que a história seja “repetida”.
E a discussão também foi por causa do filme Sonhos de Trem onde eu digo que eu não me interesso mais por draminhas com personagens “insignificantes”, que não tenham uma história pelo menos muito relevante. Mesmo que o filme seja um primor técnico, que é o caso do filme estrelado pelo Joel Edgerton. Me ganhou pela fotografia e só.
Até que chegamos a este Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, que vem sendo incensado como um dos maiores filmes de 2025, em uma história incrível de “resiliência” (termo bosta que poderia sumir com a virada do ano) e “com uma atuação incrível de Rose Byrne”.
Vamos do começo.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é mais um drama totalmente aleatório, insignificante, gritado, desesperado e sem graça.
Rose Byrne está quase caricata como a mãe trabalhadora (qual não é?) que precisa cuidar da filha (qual não precisa?) que possivelmente tem problemas de saúde mas a “jênia” não nos mostra nunca a menina, no máximo vemos o cucuruto da criança e hora ou outra a mãe tendo que lidar com equipamentos médicos.
Ah, claro, pensei em bestinha que sou: isso é um delírio da muié, não tem filha nenhuma. Ou ela quer ter uma filha doente ou ela já teve a filha doente ou ela era doente ou ela É doente.
Pra quê, pergunto eu?
A jênia achou que se a gente visse a menina nossa atenção seria desviada do que importa pra ela que seria a atuação da Rose?
Ou será que a Rose, ou alguém poderoso do lado dela, teve essa ideia “brilhante” de focar o filme na atriz “famosa” e que assim, em um drama desesperado(r), viriam indicações a prêmios?
Porque eu juro que em 20 minutos de filme queria socar alguma coisa e só não desliguei o filme por ali porque queria saber qual seria o final “jenial” da “jênia” do cinema americano, já que ela escondeu tanto a filha.
No final das contas 2 horas se passaram e a decepção só aumentava.
E hoje eu me perguntou: como, ou melhor, quanto dinheiro está sendo gasto com marketing que as pessoas estão primeiro, escrevendo bem sobre esse filme e segundo, estão considerando a atuação de Rose Byrne digna de Oscar quando a gente tem uma Julia Roberts roubando o protagonismo feminino hollywoodiano do ano em uma cena do filme já citado.
Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é #alertaporcaria insípido, inodoro e praticamente incolor.
Uma água sem gás em forma de filme.
NOTA: 🎬🎬


Um pensamento sobre “328/2025 SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA”