O Sobrevivente, filme dirigido pelo preferido Edgar Wright e pelo número 1 Glen Powell, é a segunda versão do livro do Stephen King de 1980 onde num futuro distópico, com a humanidade está absolutamente em seu ponto mais baixo, uma das poucas formas de se ganhar dinheiro “fácil” é participar de um reality show.
Parece familiar?
Super, só que aqui não é nenhum BBB da vida mas um show onde as pessoas escolhidas precisam passar 30 dias fugindo de, primeiro, assassinos que são do elenco do programa que estão lá para matar mesmo as pessoas.
Mas também fugindo de qualquer um que queira também matar os concorrentes, os corredores, tudo por dinheiro.
Se você conseguir matar o concorrente, você ganha dinheiro. Por cada pessoa que eles, os concorrentes, conseguem matar, mais dinheiro eles ganham. O dinheiro vai direto para sua família, já que provavelmente esses corredores, não serão sobreviventes, como diz o título.
A primeira versão do filme era estrelada pelo Schwarzenegger e não era um filme bom.
Esta segunda versão é estrelada pelo lindaço Glen Powell e infelizmente também não é um filme bom.
Eu fico imaginando esse filme feito nos anos 1970 e estrelado pelo Deus Steve McQueen, um dos maiores atores dos anos 1960/70 e o grande nome dos filmes de ação de Hollywood. O filme teria sido violento, cínico e “sério”, o que na minha opinião teria sido fundamental para um filme desses.
Como assim sério, Fabiano?
Eu acho que um dos “problemas” do pop atual é que tudo tem que ser “engraçado”.
E neste O Sobrevivente as piadinhas, esse bom humor besta, acabou atrapalhando bem o clima do filme pra mim.
Outro problema é jogarem o galã Glen Powell em um filme de ação desse nível e fazer com que a gente acredite que ele é malvadão, que ele é O FODÃO que vai contra todo o sistema e não só o fodão pseudo anti herói do Top Gun Maverick.
E o tamanho de O Sobrevivente acabou engolindo o maior dom do diretor Edgar Wright que é sua decupagem de diretor cheio de referências e que sabe exatamente onde quer colocar a câmera para melhor cuidar suas histórias. Mas o cinemão de hoje queer cenas curtas, 3 minutos de ação no máximo, tudo muito explicado, tudo que chame atenção da molecada para sair do celular.
Nem um diretor bom consegue supeerar essa nova fase do “audiovisual”.
Esses “probleminhas” acabam levando O Sobrevivente para um nível de deixar muito a desejar.
Gosto do Glen, gosto do Edgar mas não gostei do filme.
Dá pra entender?
NOTA: 🎬🎬🎬

