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363/2025 ALPHA

É quase impossível de acreditar que Alpha é o novo filme da Julia Ducournau, a diretora francesa que venceu a Palma de Ouro em 2021 com meu preferido Titane e também é diretora de Grave, uma porrada sanguinolenta de 2016.

Esse Alpha tenta criar um clima de desespero com uma história de doença super letal e contagiosa que transforma as pessoas em alguma coisa parecida com mármore.

O filme foca em uma menina de 13 anos, Alpha, uma adolescente que em uma festa fica bêbada, apaga e um amigo idiota dela tatua porcamente um A em seu braço que logo infecciona podremente e sua mãe, médica, acha que ela foi infectada pela doença.

Em paralelo o tio de Alpha, que ela nem conhecia, vai morar na casa das 2, atrapalhando, claro suas vidas principalmente porque ele é viciado em heroína e a mãe de Alpha precisa tomar conta do irmão.

Entre doença letal, de novo sangue e mais sangue e heroína em um mundo onde parece que isso é o de menos, já que tudo parece ser a pior possibilidade possível de sobrevivência nessa distopia.

Julia Ducournau achou que essa história, esse filminho, fosse bom o suficiente para ser o sucessor de Titane, o que me deixa bem chocado.

Alpha é um filme okzinho, não é ruim. Tem body horror, tem sangue, tem protagonista feminina, tem gente estranha, tudo o que todo filme de Julia tem.

Mas aqui tem uma pretensão que eu não entendi de onde veio. Tem um descaso premeditado, uma pseudo despretensão que não cabe aqui, já que ela lida com assuntos nada leves, como por vezes ela quer que a gente acredite.

Não é o que eu esperava da diretora que prometia muito.

E entregou bem pouco.

NOTA: 🎬🎬🎬

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