Todo primeiro dia de ano eu fico no drama sobre qual filme eu devo resenhar e que de uma forma ou de outra, pelo menos pra mim, ficará gravado como o primeiro filme de 2026, mesmo eu tendo assistido em 2025.
Geralmente eu escrevo sobre alguma sobra porcaria do ano anterior, como foi em 2025 com o horror indie Blackout.
Nada demais, mas era estrelado pelo filho do William Hurt.
Este ano começo com um idie gay inglês, A Night Like This, estrelado pelo fortão quase bom Alexander Lincoln, que também estrelou Ao Seu Lado de 2022, o filme que eu mais tive comentário e like no Tiktok, sucesso total.
Aqui Alexander é Oliver, um cara que do nada, com um violão na mão, aparece para “atrapalhar” a noite de Lukas (Jack Brett Anderson), um alemão perdido numa noite fria de Londres, bem perdido mesmo e que, talvez por isso, tenha encarado a aparição do bonitão como um sinal.
E eles passam juntos a noite perambulando pelas ruas, conversando, entrando e saindo de bares e formando um vínculo que nenhum dos dois esperava formar, mesmo sabendo (será?) que era exatamente isso que eles precisavam, alguém pra conversar, alguém sem nenhuma informação sobre suas vidas e que não chegassem com lições de moral ou qualquer coisa parecida.
Essa talvez seja a premissa mais explorada em filmes românticos gays, sejam comédias românticas ou dramas românticos, como é o caso desde A Night Like This.
E o problema é que este talvez seja o tipo de filme mais difícil de se fazer já que temos uma referência maravilhosa que é Weekend, de 2012, um clássico gay que me assustou em princípio fazendo com que eu quase odiasse o filme à primeira assistida mas que na segunda eu já amei incondicionalmente a história de um “casal” gay que passa um final de semana junto para nunca mais.
Toda a sutileza, competência e comprometimento da história de Weekend, grandes o suficiente para torná-lo gigante, é o que falta nesses filmes que o emulam.
Neste A Night Like This o grande problema é o personagem Oliver, um cara cheio de histórias e fantasmas que vão se desenrolando pela noite e que mereceria ser vivido por um ator bem mais competente do que o quase bom Alexander Lincoln. Em alguns momentos eu fiuei com vergonha alheia do que via, principalmente em cenas que ele, personagem, chegava a extremos de alegria ou tristeza. Não é fácil.
Mas o filme é uma diversão boa, a premissa é boa e inacreditavelmente a resolução do filme e da história do casal é bem acima da média, bem melhor do que eu esperava.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2

