Eternidade é uma comédia romântica da A24 e da AppleTV tão legalzinha e que deveria ter sido um dos filmes mais legais de todos mas não é.
Pra começar, o filme do diretor David Freyne tem ideias incríveis, originias, não me lembro de ter visto nada parecido com o que vemos aqui.
O filme é uma história de amor que continua no pós vida, na eternidade.
Joan e Larry são casados há 60 e tantos anos.
Um dia em casa, com sua neta, bisneta, vendo fotos encontradas guardadas, Larry (Miles Teller) engasga com um salgadinho e morre.
Quando ele “acorda” e se dá conta, ele está num lugar estranho, meio retrô futurista, que é um tipo de limbo, ou algo parecido. Ele pode ficar por lá por 7 dias enquanto escolhe onde quer passar a eternidade, de um “cardápio” quase infinito de possibilidades que vão de “lugar na praia”, “lugar nas montanhas”, “mundo fitness” e por aí se vai. Infinitas e as mais variadas opções.
Larry está desesperado porque ele quer esperar que sua mulher Joan (Elizabeth Olsen) o encontre nesse limbo e que eles passem a eternidade juntos.
Mas isso é proibido, de acordo com sua “cuidadora do pós vida” Anna (Da’Vine Joy Randolph): ele precisa escolher o lugar pra onde vai e vai ter que torcer para que Joan escolha o mesmo lugar.
Resignado, quando Larry está indo para o mundo da praia que ele escolheu, que era algo que ele tinha combinado com Joan, ele vê que sua viúva está chegando no limbo, na direção contrária. Larry fica doido, vai atrás dela, a encontra, a beija e abraça só que… chega Luke (Callum Turner), o senhor Dua Lipa.
Luke foi o primeiro marido de Joan, com quem ela foi casada pouquíssimo tempo porque ele morreu na guerra da Coréia.
E Luke está há 60 e tantos anos nesse limbo esperando Joan para, adivinha, passar a eternidade com seu grande amor.
E agora, Joan?
Esse deveria ser o nome do filme.
Todas as novas ideias sobre o pós vida, sobre a eternidade, sobre as escolhas, possibilidades são muito bem vindas e muito bem resolvidas.
Mas o filme dá uma enrolada, uma embarrigada feia no que acaba sendo uma repetição quase infinda das mesmas ideias.
E mais uma vez a personagem feminina é tratada como idiota, como uma mulher perdida nesse pós vida enquanto seus dois ex-maridos são super bem resolvidos e sabem o que querem.
Mesmo as regras tendo sido quebradas momentaneamente para ajudar Joan em sua escolha, ela parece uma barata tonta, o que primeiro me fez rir mas logo depois comecei a ficar com bode dela porque quase imediatamente a gente já percebe o que ela vai escolher. E o bode aumenta.
Fora que Eternidade dura uma eternidade. O filme tem quase 2 horas de duração em uma comédia romântica boba que poderia ter 70 minutos e olhe lá.
Resumindo: Eternidade dura uma eternidade, o que acaba fazendo com que o filme morra na praia. (quando você assistir o filme, vai entender a referência)
NOTA: 🎬🎬🎬

