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012/2026 ELLIS PARK

Eu lembro quando anos atrás o Nick Cave, um dos meus ídolos musicais, de repente aparece com um barbudo a tiracolo, um cara que eu não conhecia e que a partir daquele momento começou a co-assinar tudo o que Cave lançava.

Era o tal do Warren Ellis.

Ciumento que sou fui fuçar a vida do cara e descobri de cara que Ellis era um músico australiano super respeitado, compositor, arranjador, produtor e que Nick Cave estava em boas mãos. Ufa.

A partir de então Nick Cave eram sempre 2 pessoas e Ellis foi crescendo no meu “imaginário musical”, foi levando Nick Cave por um novo caminho que culminou com a dupla criando trilhas originais de filmes.

Eles para mim são a dupla mais inventiva de criadores de trilhas depois dos meus preferidos Trent Reznor e Atticus Ross.

Até que outro dia apareceu este documentário sobre Warren Ellis e eu fiquei bem impressionado ao descobrir que o barbudo australiano, metade do Nick Cave, que tinha composto sozinho a trilha do Ainda Estou Aqui é na verdade um cara bem, mas bem estranho.

No melhor sentido do adjetivo.

Ellis é extremamente e intimamente à sua família, principalmente a seu pai que é uma figura importantíssima em sua vida e ele inclusive o chama de sua maior influência musical

Mas os detalhes musicais de Ellis, apesar de particulares e bem intrigantes e surpreendentes não são a maior surpresa do filme.

O Ellis Park do título é um santuário de conservação animal que Warren tem com sua companheira e que este sim de extrema importância biológica em vários níveis, o que me fez gostar mais ainda do estranho que entrou pela porta da frente no meu mundo musical, não só no meu, mas no mundo musical do rock relevante, de gente grande, de grandes músicos, de grandes figuras e que de uma forma ou de outra, por causa desse figura, acabaram moldando uma boa parte do que eu tenho ouvido nos últimos bons anos.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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