A gente gosta muito do Guillermo Del Toro, não é mesmo?
Eu já amei o diretor mexicano, não por acaso, mas quando ele fazia filmes em espanhol, acredita?
Cronos, O Labirinto do Fauno, A Espinha do Diabo são filmes maravilhosos, um mais lindo que o outro, um mais elaborado que o outro, com mundos tão particulares que fazem parte do universo Del Toro.
Seus monstros, suas criaturas, suas maquiagens, sua direção de arte são tão únicas que a gente vê um filme dele e sabe de onde e de quem vem.
Em Hollywood ele errou a mão: Pinóquio (que eu odeio), Círculo de Fogo (que é um lixo do tamanho dos robôs), Hellboy (que quase é bom) e mais recentemente o Frankenstein que de tão “particular” (e chato, mas lindo) deveria ter outro nome, tipo O Frankenstein do Del Toro.
O que tudo isso tem em comum além do diretor?
Todos esses filmes são de gênero, filmes de horror, fantasia, ficção científica e todos eles com monstros e criaturas que roubam o filme.
Os porquês disso tudo, dos monstros, dos temas, das influências, são muito bem explicados neste documentário em cartaz na Netflix.
O filme mostra uma exposição do acervo do mexicano cheia de objetos e anotações e monstros de seus filmes mas principalmente cheia de também objetos, roteiros, anotações e memorabilia de sua coleção particular que vão de filmes clássicos de terror a HQ’s, originais de negativos de filmes, de posters e muito mais.
Ver Del Toro contar suas histórias e explicar sua coerência criativa é bem significativo, não porque a gente tivesse qualquer dúvida sobre sua arte mas sim porque a gente não conhecia seus processos de pesquisa, de criação e de execução de filmes, desenhos, escritos e por aí vai.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

