Acredite se quiser: a melhor coisa deste novo Anaconda é o Selton Mello.
Ele é Santiago, o guia brasileiro contratado pela turminha tosca de amigos de infância bem estúpidos que queriam trabalhar com filmes desde sempre e que resolvem ir para a Amazônia filmar uma continuação de Anaconda.
Essa turminha é formada por Jack Black, um diretor de filmes fracassado que faz filmagens de casamento mas as trata como o novo filme a vencer o Oscar; Paul Rudd, um ator fracassado que diz que comprou os direitos de Anaconda e arma essa viagem; Steve Zahn, um fotógrafo fracassado que topa na hora o projeto porque é fracassado; Thandiwe Newton irreconhecível, uma atriz fracassada que é advogada e que também topa o projeto na hora porque, adivinha, é uma fracassada.
Eles levantam uma grana, vão pra Amazônia (filmada na Austrália, ridículo), alugam um barco, contratam o Selton que tem uma pequena Anaconda e partem para o rio Amazonas em busca de cenários legais e de uma possível anaconda gigante.
Tudo dá errado, inclusive o roteiro e a falta de piadas.
Inclusive as 2 piadas boas nnao tem nada a ver com a história, inacreditável.
Voltado ao Selton, não sei se é pelo simples fato dele ser um ator melhor do que os 4 americanos juntos ou se o papel dele também ajuda, mas o adestrador de anacondas Santiago é ótimo. E poderia ser melhor ainda, porque logo que a turma o conhece acha que ele é bizarro demais. E não é. Se fosse, o filme seria só dele, o que na minha opinião foi um alerta geral do tipo “baixa a bola desse cara porque a questão aqui é outra”.
Só fico pensando no ódio que o Paul Rudd e o Jack Black ficaram do brasileiro bom pra caralho em comparação ao filme lixo que eles estão fazendo.
Teve um moento do filme, tipo aos 10 minutos, que eu já sabia pra onde ia, pro fundo do rio, e resolvi relaxar e pensei que fosse me divertir com o besteirol.
Nem isso.
Mal escrito, mal dirigido, mal editado e o elenco sem saber o que fazer no meio do caos todo. Que bom que não vi no cinema
NOTA: 🎬1/2

