Megadoc é um documentário incrível sobre a bomba que é Megalópolis, o mais recente desastre do icônico Francis Ford Coppola.
Este filme é dirigido pelo inglês Mike Figgis, que conheceu Coppola quando dirigiu seu sobrinho Nicolas Cage no ótimo Despedida em Las Vegas.
Figgis pediu pra Coppola para fazer esse documentário e talvez seja a única coisa, o único “produto” interessante a sair do projeto Megalópolis.
Quando eu assisti o horror pretensioso e bem errado de Coppola eu só pensava “quem foi a anta que liberou 120 milhões de dólares pro cara fazer um lixo deste tamanho”.
Aqui eu tive minha resposta: foi o próprio Coppola.
Ele diz que a fortuna que ele gasta, e que a gente vê neste documentário onde e como é gasta, por exemplo, a direção de arte do filme teve um orçamento de quase 30 milhões de dólares. Coppola diz que o dinheiro é dele e que ele só espera que não esteja gastando o futuro de sua família.
Em outro momento chocante documentando, na pior de muitas das brigas que ele tem com o Shia LaBoeuf, Coppola pergunta para o ator-problema: “Por que você acha que eu estou fazendo este filme? Por causa de Oscar? Eu já tenho Oscar. Por causa de dinheiro? Eu tenho dinheiro, tenho vinícola, tenho hotéis, tenho muito dinheiro. Eu estou fazendo este filme pra ser feliz.”
Shia então pergunta: “e você está feliz?”
Ele responde: “Não! Não estou feliz porque eu escolhi você pra esse papel e você é o pior ator com quem já trabalhei na vida”.
Shia: “mas você filme com o Brando que sumia, você já abandonou filme faltando 10 dias pra terminar, você já teve ataque cardíaco em filme!”
Francis: “se juntar tudo isso não foi pior do que o que você está me fazendo passar”.
E a gente continua vendo, através das lentes de Figgis, que opera também a câmera, é Shia inventando, pirando, perguntando absurdos sobre seu personagem quando Coppola só quer que ele vá do ponto A ao ponto B, um clássico do ator de método que quer saber tudo o que não existe de seu peersonagem para justificar a caminhada de um ponto a outro.
E por aí vão as histórias e o delírio de um dos maiores diretore sde cinema de todos os tempos.
É triste ver Coppola achando que estava fazendo uma obra de arte, é triste ver uma reunião com a equipe inteira quando o filme saiu totalmente do trilho e uma parte considerável da equipe ou foi despedida ou saiu em solidariedade a quem foi demitido.
De novo, o cara, Coppola, não tem amigos e nem família pra dizer que tudo está indo por água abaixo? Seu filho era diretor de segunda unidade, sua mulher era produtora e todo mundo vendo o dinheiro escorrer pelo ralo e o absurdo sendo filmado, com um elenco incrível, com a pretensão gigantesca e com a noção inexistente.
De chorar de raiva. Juro.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

