048/2026 TARIKA

Tarika é um filminho lindinho demais.

É o drama fantástico que a Bulgária enviou ao Oscar 2026 para tentar uma vaga nos filmes internacionais mas não foi classificado.

Tarika é um filme que deveria ter ido para o Fantasia Festival, ou para o Fantastic Fest, onde filmes de gênero, como este, recebem o valor devido.

Tarika é uma menina linda, adolescente, que moro no meio do nada búlgaro com o pai e a avó.

O pai trabalha muito em uma mina de mármore e no terreno da família para prover e principalmente para proteger sua filha.

Tarika tem uma “anomalia” herdada de sua avó e de sua mãe: ela está desenvolvendo asas de borboleta, uma doença de ossos que para quem tem, as mulheres da família, algo que pode ser controlado relativamente com facilidade.

O problema é que as pessoas que moram na região acreditam que Tarika é amaldiçoada.

E que por isso a região toda é amaldiçoada enquanto ela está por lá.

E se o pai de Tarika não resolve a situação mandando a filha em bora, o povo vai ter que resolver como pode, com violência e com uma força que lembra do povo que chega com tochas e foices para mandar o monstro do Frankenstein embora da vila.

Quando eu chamei Tarika de draminha foi porque este filme é pequeno, se comparado com as super produções que concorrem ao Oscar de filme internacional, inclusive o nosso O Agente Secreto.

Tarika, em sua sutileza fantástica, digo em relação à fantasia da história, ccarrega um sub texto político enorme e uma violência latente que me deixou bem nervoso a partir de um momento do filme onde eu tive certeza que a desgraça aconteceria de qualquer forma.

Mas o diretor e também roteirista Milko Lazarov soube mais e foi além do óbvio, resolvendo a história da menina borboleta com maestria e delicadeza.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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