O título do filme é esse porque a história de amor se passa em uma cidadezinha croata que sofre muito com a época das chuvas fortes, daí o uso dos sacos de areia para fazerem barragens, como os castores fazem e como também as constroem Marko e Slaven.
Amigos de infância e namorados às escondidas de adolescência, Marko hoje ainda mora na vila, leva sua vidinha tranquila, namora uma menina bacana, tem seus amigos e treina braço de ferro com o pai.
Depois de 3 anos fora da vila, Slaven volta para a casa da família para o enterro de seu pai que o expulsou de casa 3 anos antes ao descobrir que ele e Marko eram namorados. Ou se pegavam. Ou sei lá como os homofóbicos diriam ao descobrir que 2 meninos namoravam.
A família de Marko foi mais “comedida” mas o tempo todo, principalmente sua mãe, ficam fazendo força para ter certeza que o filho continua com a namorada e não vai ter recaída.
Até que Slaven volta e as possibilidades crescem.
Assim como o filme.
Quando eles se reencontram a tensão vem à tona, e isso é ótimo porque é uma boa tensão. Assistir o amor (re)florescer é lindo demais. O “estranho” do reencontro dura pouco, o não sabeer onde colocar as mãos é breve e mesmo na penumbra de uma casa abandonada a gente parece que enxerga a pele de amobos enrubescer e os corações saltarem para fora do peito.
E aí a barragem estoura, não existe saco de areia certo que vai conseguir conter o amor que nunca morreu, que sempre esteve só guardado um pouquinho ao lado do coração.
E obviamente que nada disso se pode esconder já que o amor transforma as pessoas por dentro e por fora, os meninos ficam mais radiantes, seus rostos mais vermelhos, sua aura explode.
Ontem eu disse que o novo Extermínio tinha o melhor final do ano mas o final deste filme está ali disputando a lideranca, coisa mais linda.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

