065/2026 VIDA PRIVADA

Vida Privada poderia ser ótimo se o filme fosse mais: se os personagens bebessem mais, se beijassem mais, se exagerassem mais, se tivesse mais fantasmas.

MEsmo sendo um drama quase engraçado francês como aqueles dos anos 80/90’s, Vida Privada é um pouco contido demais, muito drama pra poucas resoluções engraçadas de situações que renderiam alguns sorrisos marotos.

O filme é sobre uma psicoterapeuta americana que vive e atende em Paris, vivida pela “oi sumida” Jodie Foster, ótima como sempre. E quase sub-utilizada aqui no filme.

Como toda terapeuta seus pacientes são bem específicos e bem peculiares ao mesmo tempo e a Dra. Lilian faz de tudo para atender bem e mesmo proibida, receita uns remedinhos pra quem ela diz conhecer mais profundamente. Ela é a terapeuta que começa chorar e fica dias chorando do nada, por nada, ou melhor, como ela mesma diria, por bons motivos. A terapeuta chorona deveria ser o nome do filme, se a diretora não ficasse em cima do muro demais.

Até que ela recebe um telefonema da filha de uma delas, que não aparece em várias consultas, mas que vai ter que pagá-las, e descobre que a mulher morreu!

Lilian vai ao funeral da mulher (vivida pela preferida Virginie Efira, uma ponta de luxo no filme) e no meio de um ritual judaico ela é escorraçada da casa pelo viúvo, que a culpa pela morte da mulher.

Logo depois ela é procurada pela filha da falecida e chega à conclusão que as atitudes da filha e do viúvo são bem estranhas, cada uma de uma forma diferente. E chega à conclusão que sua paciente não se suicidou mas sim foi morta por um dos dois.

E sai em buscca de respostas.

Aí o filme começa ficar interessante. E aí que o filme vai se mostrando morno.

A analista investigadora depois de tomar um bom bocado de vinho é a melhor coisa que poderia acontecer à Jodie Foster mas a diretora Rebecca Zlotowski se mostrou contida demais.

E ela tem um elenco incrível no filme.

Além das 2 deusas citadas tem os maiores Daniel Auteuil e Mathieu Amalric, que até se encontram em cena num desperdício de roteiro.

Tem nosso preferido Vincent Lacoste no papel do filho sem paciência da Jodie. E tem até a pequena deusa do cinema francês Iréne Jacob, que saiu do esconderijo pra fazer uma cena de fumantes que poderia ter sido cortada do filme faculmente, não entendi direito.

Mas Vida Privada vale pela Jodie, que é sempre mais que um prazer ver em cena.

Mas a sensação de quero mais, de desperdício, de dinheiro jogado fora é maior que tudo.

NOTA: 🎬🎬🎬

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