070/2026 MÁQUINA DE GUERRA

Máquina de Guerra é um filme legalzão.

Um filme “de guerra” onde a “máquina” leva o filme pra ficção científica, o que é mais que legalzão.

O filme estreou nos últimos dias na Netflix e já é o grande sucesso da temporada no streaming, a frente de Bridgerton que estreou o resto da mais recente temporada com números impressionantes, mas que foram ultrapassados pela porradaria toda desse filme.

O filme acompanha um grupo de soldados em sua última missão de treinamento antes de se tornarem oficiais.

Essa missão seria radical, mas ninguém contava com o acaso.

Antes de partirem, eles e nós víamos pela tv do quartel que algo estava se aproximando da Terra e que seria um asteróide ou alguma coisa parecida.

Logo os soldados entendem que o que vinha para nosso planetinha era a tal máquina de guerra, um robô gigante, estranhão, que se transformou a partir de um ovni que vcaiu ali na floresta onde eles estavam fazendo o treinamento e que agora precisam fugir da tecnologia mais avançada que alguém já encontrou.

Mas o robô não contava com a inteligência desses jovens soldados, capitaneados pelo não tão jovem soldado vivido pelo novo queridinho das séries e agora filmes de ação, o grandão Alan Ritchson.

Pelo tamanho dele dá pra falar que ele é o queridão do universo de ação.

E aqui ele se encaixa bem no papel do líder do grupo de foge do alien.

E a gente vai entendendo, desde o começo do filme, porque ele está fazendo este treinamento, porque ele tem um problema no joelho, porque ele é aquele herói que esses filmes amam, o cara quieto, na dele, que não se mistura, primeiro porque é mais velho e depois por traumas passados.

O grande problema do filme pra mim é exatamente essa diferença de idade do grandão para o resto da tropa que está no treinamento final. Ele já teria idade para ser um oficial bem graduado do exército mas está lá começando um (nova) jornada na instituição. E sim, eu entendo as razões mas pra mim o papel foi escrito para a idade do ator e não o contrário, não criaram um personagem e depois foram atrás do ator.

Ritchson é bom nas cenas de ação, nas correrias, nas porradas mas é um ator bem ruim.

Quando ele precisa dar uns textos maiores e não só gritar, a coisa pega.

Eu acho que o diretor Patrick Hughes, que só faz esses filmes de ação violentos, deve ter pensado que seria bom arriscar esses textos maiores e mais profundos com o ator mas não funcionou não.

E tem outro problema o filme, que não faz a menor diferença porque o sucesso já aconteceu: faltou roteiro. Faltou história.

Máquina de Guerra é um filme de um alien destrutivo que fica perseguindo soldados americanos por uma floresta tentando matar todos com sua tecnologia bem avançada e interessante.

E só.

O filme tenta, de novo, ter uma profundidade dramática com a história do soldado mais velho (eles não tem nome, só tem números) mas a historinha também é um fiozinho, uma historinha que não rende muito mas o diretor estica demais, até quase estourar, usando até um paralelo bem óbvio e sem graça.

Masssssssssssssss…

O final é ótimo, dando uma possibilidade de continuação (o que os stremaings adoram) interessante e que eu já torço pra que tenha porque a possibilidade do próximo filme ser mais ficção científica do que um filme de guerra me anima demais.

NOTA: 🎬🎬🎬

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