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074/2026 MELANIA

Melania, o documentário sobre a primeira dama dos EUA, é o ponto mais baixo que Hollywood consegue chegar.

O filme é uma peça de propaganda descarada, mal feita, mal contada, sobre uma mulher fria, calculista, estupidamente cara de pau que quer passar a impressão de que ela seja uma pessoa detalhista, focada, que ama o que faz, que ama o seu país, ops, o país onde vive e ama dinheiro acima de tudo, afinal o filme foi “comprado” pela Amazon do amigo Jeff Bezos por obscenos 40 milhões de dólares dos quais 28 milhões de dólares é só o cachê da fofa. Este é o ducmnetário mais caro da história de Hollywood onde nenhum dinheiro foi gasto para pagar direitos de músicas usadas no filme. De se pensar em presentinhos pelo Bezos.

O filme mostra os 20 dias que antecedem a segunda posse de Trump como presidente onde Melania em si parece um robô, uma pessoa controlada (e não controladora, como ela tenta deixar transparecer). Nada nela é natural, nenhum passo, nenhum gesto. Ela faz reunião para escolher papel de parede e a gente pensa “como essa pessoa não consegue passar verdade escolhendo uma porra de um papel de parede?”.

A mulher que “já foi modelo internacional então entende muito de design e bom gosto”, como diz seu estilista em uma prova de roupa, onde ela pede para que a barra do vestido sube nem meio centímetro, a mulher que acha o azul da roupa de prova diferente demais do azul, que se preocupa em trocar os móveis da Casa Branca em 5 horas, entre a saída da antigo presidente e sua entrada com seu marido 🐷🍊, essa mulher não tem o menor pudor em mostrar a cafonice dourada da família Trump, como se fosse o máximo, como se essa marca registrada representasse um novo impéri mundial quando no máximo é a prova de que a história, que já foi um dia só contada pelos “vencedores”, hoje em dia é escrutinizada pelo povo como se deve e o melhor, no caso deste filme, é ridicularizada pela própria protagonista.

Onde ela achava que haveria sucesso houve escárnio.

As lágrimas não existem, nem quando Melania fala da mãe que faleceu há pouco tempo, nem quando ela encontra uma mulher israelense cujo marido ainda estava em poder do hamas, em uma troca de amenidades tão superficial que não sei se eu sentia mais vergonha da israelense ou da Melania.

Por este documentário a gente vê que o papel de Melania é arrumar a casa, trocar a cama do filho que cresceu muito, escolher a decoração do jantar de agradecimento aos doadores da campanha do 🐷🍊, numa das maiores demonstrações de esbanjar dinheiro pagando com a mesma moeda, agradecendo ricos quaase que se ajoelhando em sua frente, se você entende o que eu quero dizer.

O único momento real de Melania é quando ela vê seu filho. Ali a gente vê um sorriso sincero, até me assustei. E me assustei também com o monte de homem bem apessoado, bonito, que a cerca. Nenhum tribufu, como os que cercam o marido, por exemplo.

Escolhas.

Pra completar o horror, o filme foi dirigido pelo Brett Ratner, um diretor de prestígio em Hollywood que não fazia nenhum filmes desde que em 2014 foi acusado de importunação sexual por muitas mulheres. Mas quer saber o pior e o óbvio? Ele também foi acusado na produção desse filme de importunação por várias pessoas. Inclusive 2/3 da equipe do filme de Nova York pediu para não ter seus nomes creditados. Meio que parece a equipe de um filme brasileiro que fizeram sobre outro presidente fascista.

Se eu fosse um et, chegasse na Terra e me mostrassem esse documentário, eu daria o Nobel da Paz à essa senhora que não é uma boa atriz, mas que soube ler todos os textos que ela diz em off e que funcionam como fio condutor do filme, mesmo com seu tom monocórdio, causando mais sono do que interesse no espectador.

Aliás, esse filme só não serve como indutor de sono porque ele é ao mesmo tempo indutor de vômito, daqueles do primeiro Exorcista. E a gente sabe que dormir e vomitar não é legal. Aliás, o que não é legal é tentar assistir essa bomba atômica tóxica de arma química mais de uma vez.

E haja sal grosso para limpar a vibe, a sala, a televisão, a casa, a cidade, o Brasil.

NOTA: 0

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