A única coisa que me deu raiva nesse filme foi ver o quanto a dupla Matt Johnson e Jay McCarrol queria ter citado mais filmes e músicas e não puderam porque não teriam dinheiro para pagar os direitos.
E claro que a raiva não é culpa deles, é culpa do sistema todo que existe para que o povo tenha no mínimo vergonha na cara e não saia por aí copiando, plagiando, chupinhando tudo.
O que não é o caso deste filme.
Nirvana A Banda O Show O Filme é das melhores coisas que vi este ano e com certeza vai estar nas minhas listas de melhores de 2026.
No original, Nirvanna the Band the Show the Movie é um documentário de mentirinha e uma ficção científica e uma comédia sobre a banda The Nirvana, uma dupla de amigos que passa décadas tentando fazer qualquer tipo de sucesso ou pelo menos fazer qualquer tipo de show e nada, mesmo que eles nunca escreveram uma música, tocaram juntos, tentaram marcar um show sequer.
O legal é que por ser um documentário (de mentirinha), todo mundo no filme é personagem de si mesmo.
Por exemplo, Matt Johnson e Jay McCarrol é a dupla que escreveu esse filme baseados em sua série televisiva de 2017 que era baseada em sua websérie lançada em 2007. E a dupla faz os papeis principais, Matt e Jay, a dupla da banda The Nirvana, que fracassa miseravelmente por anos a fio mesmo com Matt tendo ideias mirabolantes para eles aparecerem de alguma forma.
E nada.
A sorte nossa (e a deles?) é que Matt inventa/encontra uma máquina do tempo na geladeira da van “da banda” e a dupla volta no tempo tipo De Volta Para o Futuro para resolver seu problema de não sucesso, das formas mais legais e estúpidas possíveis.
O que eles não esperavam é que quando voltassem para o futuro, o presente deles claro, não seria o mesmo. Eles viram os filmes mas esqueceram os detalhes.
Quanto mais o filme vai se desenrolando mais a gente vai se divertindo. Quando mais Matt e Jay viajam, em todos os sentidos, mais o filme vai parecendo “sério”, mesmo sendo a comédia mais absurda possível. O tom de cinéma verité, de realidade dado pelo diretor Matt Johnson foi sua melhor decisão.
Os personagens olham para a câmera, pessoas quaisquer nas ruas são colocadas no filme sem que elas saibam, tem até uma brasileira lá.
Claro que nada é assim, tudo é ficção, o que só confirma que o documentário de mentirinha é uma das melhores coisas do cinema.
E quando todo mundo fala de “a cidade como personagem principal do filme”, aqui esse papo é real. Lindeza.
E não esquecemos que Matt Johnson, estrela, roteirista e diretor deste filme é também diretor de Blackberry, drama bom com os pés na comédia. Bem esperto.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

