100/2026 BOWIE: O ATO FINAL

Depois do melhor documentário possível de todos os tempos Moonage Daydream, acho que não existe muito mais o que falar e contar sobre David Bowie.

A não ser pecadilhos, escorregadas, historinhas menos importantes que nunca carreira tão grandiosa acabam sendo mais importantes do que as mais relevantes de qualquer artista com uma carreira regular.

Bowie: O Ato Final é um documentário da BBC dirigido pelo inglês Jonathan Stiasny, que abriu com chave de ouro a nova edição do Festival de Documentários É Tudo Verdade.

Longe de ser uma hagiografia, um filme que ficasse exaltando os “milagres” de santo Bowie, o documentário foca no que o diretor chama de terceiro ato da cacrreira do inglês, que é uma fase de poucos altos e muitos baixos, pelo século XXI.

O grande trunfo do filme é a lista boa de entrevistados, alguns amigos como o escritor Hanif Kureishi com quem Bowie colaborou na trilha de sua obra O Buda de Subúrbia, ou a amiga e ex-amante Dana Gillespie que estava na primeira edição do Glastonbury com o Bowie doido de ácido (e ela e os músicos também) fazendo seu show com horas de atraso.

E também alguns dos guitarristas mais importantes do Bowie como Earl Slick, que tocou com o Bowie no Glastonbry em 2001, 30 anos depois da inaguraçnao, na volta triunfante do inglês em um buraco absimal de sua carreira. E Reeves Gabrels, co-responsável por esse buraco, guitarrista do Tin Machine, a banda de rock que Bowie criou para fugir de ser o popstar que ele foi depois do super sucesso de Let’s Dance.

Tin Machine, inclusive, é uma parte grande do filme onde a discussão sobre o grande fracasso da carreira de Bowie é posto à prova mais uma vez onde a discussão gira em torno de entender oss porquês da criação da banda e do fracasso da mesma.

O século XXI não foi muito propício à arte do cara, a não ser quando, depois de um sumiço, que a gente (os fãs) entendemos como uma pausa para respiro e repensar, Bowie volta em seus momentos finais, sem que ninguém soubesse, com Lazarus e Black Star, seu réquiem.

Como disse, nada de novo e até um pouco confuso quando o diretor tenta criar um paralelo do final de Ziggy Stardust com os finais (mais de 1) de Bowie a partir dos anos 1990, o que pra mim ficou confuso e genérico demais ao mesmo tempo.

Mas nunca é demais rever o (meu) maior de todos falando, cantando, dando entrevistas e aqui ainda com a entrevista icônica onde ele prevê o que viria a ser a internet, coisa mais linda.

Gostei mas não amei. E chorei litros mesmo assim.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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