Adoro achar filme assim: vou procurar que filme falta pra eu ver da filmografia da minha musa Diane Kruger.
BAHM!
Joika: Uma Americana no Bolshoi é um belo drama noiadaço, cheio de detalhes interessantes.
O filme é dirigido pelo neozelandês James Napier Robertson, ninguém menos que o Ranger Vermelho da série Power Rangers.
O filme é (super) estrelado pela minha preferida Talia Ryder, a atriz que do alto dos seus 23 anos já tem o ponto alto da carreira em sua estreia no cinema no meu também preferido Nunca Raramente Às Vezes Sempre.
E pra fechar com chave de ouro tem a über diva Diane Kruger como a vilã que não é bem uma vilã mas só uma professora exigente.
Diane é Tatyana Volkova, uma ex bailarina do Bolshoi que agora dá aulas para garotas que pretendem entrar no Bolshoi, a mais prestigiosa academia de ballet do mundo e por isso mesmo a mais desejada.
Joy, uma americana muito, muito talentosa, vai fazer aulas com Tatyana porque tem certeza que consegue entrar no Bolshoi.
O que a gente vê no filme é uma aluna aplicadíssima, que se entrega totalmente, que esquece a dor, o sofrimento para chegar ao seu “destino”, ou pelo menos ao destino que ela deseja.
Te lembra alguma coisa? Whiplash?
Sim.
Esse é o whiplash do ballet. E não é ruim, é interessante até que o filme vá por esse caminho, mostrando que a nóia não é privilégio de músicos, que ela circula por toda e qualquer busca pela perfeição.
Joika tem uma vibe bem de horror, tenta nos fazer lembrar de Suspiria, não com as bruxas mas com a sensação de que algo não deveria estar acontecendo mas está.
Lá a aluna de ballet não sabia o que era, aqui ela não só sabe como também provoca tudo à sua volta: o sangue, o suor e as lágrimas, que não são exclusivos a ela mesma.
A dinâmica da aluna americana com a professora russa é a clássica do cinema onde o jovem não entende os porquês da professora adulta estarem fazendo aquilo daquele jeito, vista em muitos filmes, como a relação do bruxinho Harry Potter com o professor Snape, por exemplo.
Joika é um drama desesperador, para a própria Joy, a americana sonhadora que vai na Rússia vai descobrindo que seus problemas não começaram ao sair do conforto do lar, mas sim exatamente por ser uma americana tentando “tomar o lugar” de uma russa. E a treta é pesada.
O desespero é porque a história não acaba quando termina. Ou melhor, ela não termina quando eu achei que fosse terminar. O roteiro é esperto, é bem escrito, sai do lugar comum e do esperado e me levou pra ansiedade da nóia de Joy, da professora, do namorado, do diretor, do russo mafioso, sim, tem de tudo no filme. E eu acho que essa salada russa (ui) funciona bem porque sem ela, Joika seria sim o Whiplash do ballet.
E esse dramão desgraçado é muito mais que isso.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

