113/2026 UMA MULHER DIFERENTE

PRa deixar claras as coisas desde o início: sou muito, muito fã da Jehnny Beth, atriz que vai se mostrando cada vez mais extraordinária e principalmente a rocker, a front woman incrível, barulhenta, vocalista de marca maior.

Isto posto, Uma Mulher Diferente, da diretora Lola Doillon, é um drama lindinho, e a Netflix tá tentando vender como comédia romântica, sobre uma mulher “diferente”, Katia/Beth, muito inteligente, pesquisadora de um jornal onde todos querem trabalhar com ela porque como dizem, mesmo sem sabeer nada do tema em 1 dia ela sabe mais que todos os especialistas da área.

Em uma pesquisa sobre TEA, transtorno do espectro autista, para uma matéria de um jornalista folgado, ela entende que ela possa ser autista, pelo que ele tem lido e escutado.

Ela resolve fazer testes com uma terapeuta super conceituada e quando chegam os resultados ela primeiro chora muito ao ficar aliviada por perceber que sua “estranheza”, tão criticada/comentada por toda sua vida, tem sim uma explicação.

Seu namorado abusivo e sua mãe narcisista são os primeiros a não entenderem e em princípio não aceitarem a condição de Katia. E quando ela achava que sua vida estaria resolvida por ser entendida finalmente, ela vai passando por dias e dias de compreensão e aceitação próprias enquanto tenta fazeer com que as pessoas entendam que sim, ela é autista e foi diagnosticada tardiamente.

A gente vai entendendo pelo roteiro da diretora Lola Doillon que essas pessoas “especiais” precisam ser ouvidas, compreendidas, com cuidado, com paciência e com amor, na medida do possível, claro.

E Katia nos joga na cara que o espaço e o atendimento são às vezes mais importantes até do que o amor.

Filmão.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

Leave a Reply