126/2026 VIDAS ENTRELAÇADAS

Alice Winocour, a diretora deste Vidas Entrelaçadas, é uma das diretoras mais interessantes desses tempos malucos.

Francesa, ela tem sempre protagonistas bem “reais” em seus filmes. Ou melhor, sempre mulheres com problemas que são entendidos por todos que assistem seus filmes.

E colocando mulheres como protagonistas, Alice leva seus filmes com seus temas universais a lugares de especificidades contemporâneas muito importantes.

Ela fez isso em A Jornada com a astronauta francesa que precisa deixar a filha com o ex marido porque precisa partir em uma missão urgente para o espaço e assim fica entre salvar o planeta e abandonar a filha.

Em Memórias de Paris ela conta a história de uma mulher que sobrevive a um ataque terrorista e tenta com o tempo se lembrar do que aconteceu e ao refazer seus passos, vai entendo mais do que esperava.

Esses 2 filmes nos preparam para o mais recente, histórias que se encontram, Vidas Entrelaçadas, onde mulheres se encontram ao acaso e a gente percebe que o acaso, claro, não existe.

O filme é estrelado e produzido por Angelina Jolie que vive Maxine, uma diretora de cinema de horror indie americano que é contratada para fazer uma campanha de alta costura em Paris, inclusive os vídeos do desfile.

Nessa viagem ela precisa deixar em casa sua filha de 15 anos e seu ex marido ainda reclama desses “abandonos”, como já vimos em filmes anteriores da diretora.

A diretora encontra Ada, uma modela sul-sudanesa novata, que não sabe mas vai estrelar a campanha da grife, no filme dirigido por Maxine e o melhor, vai abrir o desfile de alta costura.

Também vemos cruzarem esses caminhos, ou entrelaçar as vidas das 2 a maquiadora da marca, cheia de problemas que atrapalham seu dia a dia profissional, a jovem costureira que prepara a roupa que Ada vai usar para abrir o desfile e que é toda bordada à mão, como toda boa roupa de alta costura.

Tudo isso contado como um draminha interessante até que uma bomba cai na história: a diretora americana Maxine descobre ter um câncer de mama muito intrusivo e seu médico americano a aconselha ser operada em Paris mesmo, já que ela não pode voltar aos EUA.

Alice Winocour sabe exatamente como contar essas histórias bem “problemáticas” de uma forma que tal problematizaçnao não seja mais um piano a ser carregado por suas personagens.

A pseudo leveza, que na verdade carrega histórias importantes, faz de Vidas Entrelaçadas um filme a ser visto e entendido como mais uma carta de amor ao feminino.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

Leave a Reply