140/2026 MALDIÇÃO DA MÚMIA

Sabe como este filme teria uma nota mais alta? Se ele se chamasse O Exorcismo da Múmia.

Esta versão é uma releitura bem livre do clássico A Múmia. Bem livre mesmo.

Aqui uma menina, filha de americanos que vivem no Egito, é sequestrada e some absolutamente. Os pais desesperados, anos depois de voltarem para os EUA, recebem um telefonema da polícia egípcia dizendo que sua filha foi encontrada.

Quando chegam para ver a filha são avisados que ela está em condições periclitantes, tanto fisicamente quanto psiquicamente, ao ponto dela precisar permanecer dopada com remédios muito fortes e que agora o que ela precisa é do conforto da família.

Mal sabe tal família que eles levaram para sua casa uma múmia, tadinha da menina.

E a partir daí vem minha sugestão de título.

Katie não é mais a filha de Charlie e Larissa, seu corpo agora é só o hospedeiro de alguma coisa muito maligna que se comporta como um demônio de filmes de exorcismo.

As cenas a partir desse momento de chegada dela em casa, são todas muito pesadas, bem feitas, mas todas elas já vistas em filmes trash, em filmes baratos, em filmes de demônios se manifestando através de pessoas hospedeiras. Tudo muito nojento, tudo muito em close, sem pudor.

Inclusive o diretor Lee Cronin fez uma escolha muito duvidosa ao meu ver ao usar exaustivamente uma lente para filmar conhecida como “dioptria dividida”, onde ele consegue foco no close, muito close e também no fundo da imagem.

Sem essa lente, o foco fica ou na frente ou atrás. Com essa lente, os foco fica em tudo podendo ter esse close. O problema é que esse “efeito” fica chato depois de 2 ou 3 vezes usado, perde a graça.

E aqui perde muito a graça, principalmente porque em certas cenas a gente consegue enxergar onde a lente “falha”, já que ela funciona como 2 lentes diferentes “coladas” e nessa junção acontece um fora de foco irritante, o que acabou me tirando muito da vibe da história que é de um horror dos melhores.

Os pais, a avó, os irmãos precisam lidar com o ser que tem em casa sem entender, quer dizer, alguns desses familiares, sem entender que “aquilo” não é mais a filha que sumiu tempos atrás.

E pra isso o diretor Cronin sabe o que fazer: muita nojeira, muita gosma, muita pele arrancada, muita unha nojenta em close, muito sussurro e muita tontice do pai e da mãe que, por causa do amor, claro, demoram para perceber que aquela filha deles sumida anos antes já não é mais.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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