166/2026 INSTINTO MATERNO

Em 2012, nós (que já éramos vivos) ficamos horrorizados com a história da grávida de Taubaté, aquela mulher que colocou uma bola de praia na barriga e foi para a televisão dizer que estava grávida de quadrigêmeas.

Tolinhos nós que nem imaginávamos que as coisas poderiam ser bem piores.

Só a falsa grávida e o marido, o casal trambiqueiro, fosse a programas de televisão pedir doações para criar 4 filhas inesperadas era coisa de programa vespertino de televisão e olhe lá.

Instinto Materno é um documentário da Netflix que conta a história da grávida de Taubaté dos EUA. Mas os EUA white trash, dos rincões do mais podre da população de um país bem trash.

A grávida deles era a fofa da Taylor Parker, uma mulher que foi parada pela polícia enquanto dirigia seu carro erroneamente por uma estrada. Quando o policial chega perto, Taylor está desesperada, gritando, com “sua filha” recém nascida em seu colo, com o cordão umbilical ainda no umbiguinho.

Ele a leva para o hospital e logo é presa porque a criança não era sua. Nem o sangue em seu corpo.

Que p*rra é essa?

E assim vemos a história dessa mulher que se casa com um tonto, obviamente. E ela começa a dar golpes nele e na família, dizendo que ela é milionária, que vai comprar terras, cheia de historinhas. E quando a família do tonto diz “o meu filho, sua mulher é uma doida”, ela diz em alto e bom som que está grávida.

Mostra teste, exame, laudo, o paranauê todo. Tudo falsificado, ao que logo as pessoas próximas ao tonto vão descobrindo.

O que o povo não descobre, ou só descobre tarde demais, é que a truqueira era mais perigosa do que todo mundo poderia imaginar.

E o filme nos conta nos mínimos detalhes todo o esquema, ou melhor, no plural, todos os esquemas que Taylor Parker armou para se casar, conseguir continuar casada e ter uma filha com o tontão.

Toda a tristeza da história dá lugar rapidamente ao desprezo e ao ódio que nós espectadores vamos sentindo de uma das personagens de documentários true crime mais desgraçadas possíveis.

Saudade da inocência desgraçada da grávida de Taubaté.

NOTA: 🎬🎬🎬

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