175/2026 LOOT: A STORY OF CRIME AND REDEMPTION

Engraçado eu ter assistido este documentário sobre ladrões de estátuas e obras de arte do Camboja que tentam se redimir, na mesma semana que o amigo dos famosos também tenta se redimir depois de ter cometido o crime de racismo e perdido o processo em todas as instâncias da justiça.

Os amigos famosos do cara, que usam seus contatos para conseguirem viagens de graça, o defenderam, dizendo que ele é o máximo porque se redimiu.

Só que ele não se redimiu, ele perdeu o processo e não tem mais papo furado. Vai ter que pagar e fim.

Neste documentário Loot: Uma História de Crime e Redenção, os ladrões que por décadas pilharam, destruíram e roubaram estátuas em seu país Camboja para milionários calhordas brancos por 100 dólares, sendo que cada estátua era oferecida por milhões de dólares, esses sobreviventes de guerras, ligados ao Khmer Vermelho, querem se redimir.

Se desculpar.

Contar suas histórias para que talvez sejam desculpados pelo mundo moderno.

Será que devem ser desculpados, mesmo sendo bandidos que destruíram seu próprio povo, sua própria cultura?

O documentário conta muito bem contada a história de Douglas Latchford, um marchand inglês que ficou muito, mas muito rico com as estátuas roubadas no Camboja mas não só.

A história de sua filha mostrando jóias guardadas numa caixa de papelão em seu carro, no meio da rua para um jornalista é de doer o coração, mesmo sem imagem, só com a descrição do próprio jornalista.

Tudo dói nessa história.

Estátuas muito grandes eram decapitadas (como se vê na imagem do poster), quebradas, arrancadas de seus pés, para que conseguissem ser transportadas para a Europa e os EUA, fugindo por brechas em fronteiras do norte do Camboja.

Horrível também ver o quanto o MET de Nova York, um dos maiores e mais conceituados museus do mundo, não devolvem as estátuas, dizendo que elas foram compradas legalmente mesmo sem ter documentos comprovantes.

Apesar de todo horror é legal ver o trabalho das pessoas que conseguem comprovar que os objetos de arte foram roubados e ver alguns, cada vez mais, deles, voltarem ao Camboja, serem expostos em seu país de origem e melhor ainda, estarem sendo bem cuidados, preservados e “servidos” ao seu propósito original que é representar a cultura de um povo.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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