Apesar de ter estreado em uma mostra paralela à primcipal do Festival de Cannes, Kika parece um filminho requentado que eu já vi 500 vezes antes.
Quebrando a cabeça não me lembrei de nenhum exatamente igual a este drama da Bélgica, mas parece que sim.
Mentira, é uma chupada sem vergonha e sem graça de Buñuel e de sua A Bela da Tarde da Catherine Deneuve.
A Kika é uma mãe de uma criança pré adolescente, que tem uma relação boa com o ex marido, trabalha como assistente social e começa namorar um cara que arrumou a bicicleta da filha.
Resumo rápido demais, claro que pra contar isso tudo demora uns 20 minutos.
Mas nesse tempo o novo namorado de Kika morre, ela está grávida dele e totalmente sem dinheiro, sem ter direito onde morar, ela precisa que escolher se volta a morar com a mãe que “odeia” ou na casa do ex marido fofo.
Até que Kika tem uma ideia “genial”: uma jovem que ela atendeu uma vez disse que ganhava dinheiro vendendo suas calcinhas usadas online.
Kika começa a levar a ideia em consideração, vende a primeira por uma boa grana e se anima com a história de entrar no mercado de fetiches.
E Kika é só um draminha sem graça onde a personagem principal arruma uma forma nada usual de ganhar dinheiro para sustentar sua família, mesmo que para isso tenha que se submeter a situações nunca antes pensadas e outras de violência que mesmo também sendo novidade em sua vida, são coisas possíveis de acontecerem.
Mas ela percebe que nesse seu novo ramo de negócios, nada é impossível, nada deve ser surpresa e o quanto mais ela relaxar e aceitar, mais dinheiro ela pode ganhar.
O filme não necessariamente julga nada da vida de Kika mas delicadamente, sutilmente, joga na nossa cara que ter estômago e força de vontade nunca é demais.
Pretensioso demais, ordinário demais.
NOTA: 🎬🎬🎬

