O mais legal de Matapanki, o filme chileno punk de super herói malucão, ou o filme chileno de super herói punk malucão, é que o filme parece um zine punk.
A estética, o dinheiro gasto, a trilha, a história caótica, o humor “sem graça” que funciona, é tudo muito punk.
E isso é uma raridade no cinema, já que muito filme que se auto intitula punk é mais playboy que festa a fantasia de faria limer na praia de Maresia.
Matapanki, o título do filme, é o nome de uma bebida lendária, feita sabe-se lá de que, que dá super poderes, ou poderes bizarros para quem a consumir.
No filme, quem acha uma garrafa podre com um líquido dentro no canto de um banheiro improvisado numa casa abandonada no meio de uma festa punk é Ricardo, um punk gente boa e para sua surpresa e de seus 2 melhores amigos.
Ele toma aquilo, já meio bêbado e no outro dia descobre que está muito forte. Tipo muito nível super herói.
E o filme funciona nessa vibe de mostrar que ele é bem punk da periferia, como disse Gil, que mora com a avó que se bobear é mais punk que ele e seus amigos todos.
E de repente o filme vai por um caminho mais político, porque desde o início o roteiro e seus personagens são bem politizados, mas chega uma hora que entra em cena o presidente dos Estados Unidos, pra minha (e sua) surpresa.
O diretor Diego Fuentes criou uma obra única, muito específica e ao mesmo tempo universal. Seu dedo, suas intenções, são sentidas pelo filme inteiro, seja através de seus personagens ou através de seu “pé no peito” punk, mas com um toque de sutileza, muito bem empregada em momentos chave desta surpresa chilena.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

