Já faz uns dias que eu assisti Leviticus e quanto mais eu penso no filme, mas eu fico impressionado com o que o diretor e roteirista Adrian Chiarella nos entregou: uma porrada na cara.
Leviticuss é sobre adolescentes se descobrindo gays, um deles se apaixonando pelo outro e logo se decepcionando ao ver o outro beijando um terceiro.
De birra, de ódio, de ravia, ele conta para sua mãe que viu os 2 se beijando e ela conta para o pastor da igreja que todos frequentam e o pastor, com cara de desgraçado, coloca os 2 meninos, o 2 e o 3, não o primeiro, na igreja, na frente de toda a congregação e faz uma reza qualquer.
Ao perguntar se os meninos sentiram alguma coisa, eles dizem que não. E o pastor acende um isqueiro na frente do casal que estrebucha, cai no chão, retorcidos meio de dar medo.
O pastor ali diz que seu papel foi cumprido e que o demônio, o diabo ou o que quer que estivesse no corpo dos 2 foi expulso.
Esse comecinho de filme já dá medo.
Mas o que Chiarella entrega é muito mais.
Se você for assitir Leviticus achando que é um filem gay, vai se decepcionar. Leviticus é um filme gay per se, porque os personagens principais são gays e o demônio que citei está dentro dos gays.
Mas Leviticus é um horror dos melhores, um belo de um #alertafilmão.
O universo que Adrian Chiarella criou em seu roteiro e em seu filme é maior que apenas gay ou apenas horror.
Leviticus é um estudo sobre o quanto o gay é considerado “endemoniado” em comunidades pequenas e muito religiosas em contrapartida a quanto o prazer e a sedução entre adolescentes se descobrindo gays são considerados obras divinas, quando finalmente se entendem.
E ao mesmo tempo que o pastor estava “certo” ao acender o fogo perto dos endemoniados, os meninos se beijando, se pegando também estavam mais que certos sendo felizes.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

