Coyote Vs Acme é o filme que deveria existir de qualquer maneira.
E não graças à Warner, que engavetou o filme depois de pronto causando revolta em Hollywood, fazendo com que cartas e telefonemas e abaixo assinados fossem parar nas mãos de quem manda. E essas pessoas péssimas acabaram liberando o filme para seer distribuído depois de quase 3 anos na gaveta.
Sorte a nossa.
Coyote Vs Acme é um belo novo representante do cinema que nos presentou com Uma Cilada Para Roger Rabbit, aquela mistura de desenho animado com “mundo real”.
Mas enquanto o filme da cilada ddo coelho era mais “adulto”, até por uma das maiores divas de Hollywood, Jessica Rabbit, este filme do Coiote é mais engraçado, mais pra todo mundo, não tão adulto, apesar de ser meio que um filme de tribunal.
A história aqui é sobre o tão sofrido e “resiliente” Coiote (ou Coyote) que depois de passar a vida sofrendo para tentar pegar o Papa Légua, tudo por causa dos produtos da Acme que sempre dão errado, ele resolve processar a empresa.
Pra isso ele sai do deserto com sua trouxinha, vai para cidade e encontra Kevin (Will Forte), um advogado meio fracassado acostumado a processar a Acme sempre vencendo mas recebendo micharia para seus clientes cartoons.
Pra sorte do Coiote, Kevin tem uma assistente jovem e sonhadora que consegue convencê-lo a criar um processo amplo, geral e irrestrito contra todos os produtos possíveis da empresa truqueira.
Claro que o filme tem um vilão e desta vez, em princípio, não é o Coiote que quer comer (ops) o Papa Léguas, mas sim o advogado inescrupuloso (John Cena que eu procuro não assistir, aqui tive que engolir) e mais os chefes da Acme.
Tudo o que a gente espera de uma história do Coiote e o Papa Léguas eles colocaram no filme: penhascos, bombas, dinamites, buracos no chão, patins, bigornas, catapultas, armadilhas. Tudo que não funciona direito e faz o Coiote sofrer acaba sendo usado de prova contra a Acme.
E com uma boa pesquisa, os advogados do Coiote descobrem como e quando a Acme deixou de ser uma empresa que criava gadgets para facilitar as vidas dos cartoons, acaba virando algo muito diferente.
Só faltou mostrar mais cartoon e menos gente de verdade, como era em Roger Rabbit, e que na verdade era o que eu mais esperava do filme.
O roteiro é bonitinho, divertido e tal e o que mais me surpreendeu foi que a história remete muito ao que aconteceu com a Warner de querer engavetar este filme e os cartoons de vez, uma coincidência bem bizarra.
Mas o que na minha opinião é o ponto alto do filme, é o personagem do Coiote, que deveria ser indicado facilmente ao Oscar de Melhor Ator. Que bicho maluco.
E que personagem brilhantemente criado, com altos e baixo, cheio de “camadas” e de surpresas, o suficiente para eu nem pensar no Papa Léguas, que eu sempre senti como o verdadeiro vilão do desenho animado.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

